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FUTEBOL

DESPORTIVO Transmontano
Terça-feira, 6 de Novembro de 2012

AFVR: Divisão de Honra (Jorn. 8)

Fernão Magalhães 4

Fontelas 2

FUTEBOL  Divisão de Honra AFVR

Antes foram 4 e depois só 2…

Recinto: Campo Feira Velha, Sabrosa
Árbitro: André Santos, Vila Real
Auxiliares: Fernando Nunes e Jorge Carvalho
Pimenta

Hélder

João Silva

Hugo Ermida

Pedrito

Tiago

Luís Silva

Yuri (Alexandre, 66’)

Xelas

Dany ©

Cipriano

Flávio

Nino

Monteiro

Mika ©

M. Alminhas (J. Borges, 46’)

Paulinho (Bessa, 88’)

Diogo Mesquita

Zé Pimenta (J.
Pedro, 90+3’)

Yannick (David Micael, 41’)

Márcio (Luís Santos, 80’)

Nuno Gillettes

T: Armando Maravilhas T: Prof. Zé Carlos Coelho
Golos: 1-0, Márcio (23’); 2-0, Zé Pimenta
(36’); 3-0, Mika (38’); 4-0, Mika (51’); 4-1, Luís
Silva (64’, auto-golo); 4-2, Dany (67’)
Amarelos: Yuri (55’), Márcio (56’), Pedrito (67’), Nuno Gillettes (72’), Paulinho (84’) e
David Micael (85’)

Nuno Correia

Uma primeira metade
cheia de desequilíbrios defensivos dos fontelenses, levou a margem para números
dilatados, valendo um reação
de orgulho para recolocar
alguma ordem no jogo e no
placar… Pena foi a arbitragem ter tido influência…
Um jogo, previsivelmente,
interessante entre duas equipas
que vinham de resultados positivos na jornada anterior mercê de empates conquistados.
A entrada em campo das duas
turmas foi, contudo, diferente,
apesar de, nos primeiros 20 minutos, pouco futebol se tenha
visto. A partir dos 20 minutos,
os donos da casa “arregaçaram
as mangas” e pegaram no jogo,
empurrando para a sua retaguarda a defensiva fontelense.
Nesse período de pressão, Zé
Pimenta apresentou bons argumentos na exploração da ala
direita do ataque, aproveitando
algum desnorte defensivo da
lateral esquerda defensiva.
Após um primeiro sinal de
perigo, minutos volvidos, e Zé
Pimenta, de novo pela direita,
a cruzar para a pequena área,
aparecendo Márcio a cabecear
para golo. A vantagem estava

conseguida, esperando-se que
os fontelenses reagissem, quase no imediato, à adversidade.
Contudo, a reação fontelense
ficou-se pelo crer, porque de
querer esse era pouco ou nenhum.
A vantagem seria ampliada à passagem do minuto 36,
por intermédio de Zé Pimenta,
aproveitando novo cruzamento
da direita, ala que era, constantemente e convenientemente,
explorada pelos atacantes da
equipa da casa. Ainda anestesiados com os efeitos do segundo golo contrário, os fontelenses abriram caminho para
Zé Pimenta surgir isolado na
cara de Hélder, oferecendo em
“bandeja dourada” o terceiro
golo da equipa ao capitão Mika.
A insatisfação com a qualidade do jogo transmitia-se ao
banco, com mudanças confirmadas, ainda antes e durante o
intervalo. A objetividade ofensiva continuava, no entanto, a ser
um problema para os visitantes,
ainda mais com os donos da
casa a tirarem partido da deficiente cobertura defensiva para
ampliarem de novo o placar,
assinado por Mika, no melhor
momento da tarde, desmembrando o centro da defensiva
contrária, concluindo com elevado grau de eficácia ante, o
desamparado, Hélder.
Pressentiu-se o perigo da
equipa cair, animicamente, na
berma do precipício da goleada, com um avolumar do re-

sultado. No entanto, começou a
perceber-se que os fontelenses
tirariam maior partido do seu
jogo se começassem a entregar
a organização da sua intermediária a Monteiro, regressado à
equipa após uma longa paragem devido a lesão. Aproveitando um abaixamento do ritmo de jogo contrário, as bolas
começaram a surgir junto da
defensiva dos donos da casa.
Dessa maior iniciativa, e
pressão, atacante resultaria o
primeiro golo dos fontelenses,
com João Borges, na tentativa
de endossar a Nuno Gillettes
a responsabilidade a alvejar as
redes dos donos da casa, viu
Luís Silva tentar cortar a bola,
introduzindo-a nas suas redes.
O golo despertou os homens
de Fontelas, levando a que,
após livre bem executado para
a área, Dany reduzisse o placar
para, apenas, 2 golos de desvantagem.
Na reação a este, melhor,
período fontelense, os donos
da casa responderam de bola
parada, com Mika a levar a que
Hélder brilhasse a grande altura com algumas boas intervenções, principalmente em remates de Mika, o mais inspirado
dos homens da casa, durante os
segundos 45 minutos.
À entrada para o derradeiro quarto-de-hora de jogo,
entrou em ação, pela negativa,
o senhor do apito, deixando
passar em claro o que toda a
gente viu e só ele, e o seu auxi-

liar, não quiseram ver: Pimenta,
guardião da equipa da casa, ao
sair da baliza para segurar uma
bola, e tendo a pressão ofensiva
de Alexandre, levantou a perna
numa ação intimidatória, mas
violenta, agredindo o atacante.
Desta ação resultaria, normalmente, uma grande penalidade
e, concludentemente, a expulsão do guardião contrário. Mas
como o ditado já é antigo, “o
maior cego é aquele que não
quer ver”, a arbitragem fez vista
grossa àquele lance que poderia, ou não, influenciar o desenrolar dos últimos minutos desta
partida. A partir daquele instante, percebeu-se que do jogo
nada mais resultaria, para além
de que a arbitragem entraria,
também ela, no rol de disparates e erros que se viriam a assistir posteriormente.
A vitória é totalmente justa
daquela equipa que quis vencer com mais condição e razão,
produzindo, talvez, a melhor
exibição ofensiva desta temporada. Os visitantes regressam a
casa de mãos vazias, mercê de
uma equipa inicial que entrou
de roupa arejada, permitindo
que os pontos voassem dos
seus bolsos.
A arbitragem tem de estudar bem tudo o que de mal
fez nesta partida porque, sem
podermos considerar que tiveram influência direta quanto ao
vencedor desta partida, porque
não sabemos fazer futurologia,
poderíamos estar a falar aqui
um jogo muito mais equilibrado no placar, assim tivesse sido
cumprida a lei. Mais um mau
exemplo do que de mal se vê no
futebol distrital representando
o sector do apito…
EM VILA POUCA DE AGUIAR

Telefone: 259 408 087