NewsletterDezembro2013 .pdf

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nov/dez 2013

Direcção Técnica: Drª Sofia Alves da Silva

Rua Cidade de Rabat 54 B, 1500-672 Lisboa
www.clinicadasein.pt info@clinicadasein.pt 217 144 312

Editorial
Olá! Mais um mês, muitas novidades. Entramos a passos
largos numa época mais introspectiva. O tempo mais frio tem tardado a
chegar, mas brevemente o calor e o conforto caseiros começam a
tornar-se cada vez mais atractivos e a vontade de estar no interior
começa a crescer. Diz-se que os lugares e as pessoas fazem a ocasião.
Nós acrescentamos que não deve haver melhor lugar para estar senão
dentro de nós mesmos, para que quando sairmos possamos oferecer (nos) o melhor de nós… Dedique-se tempo e conforto, aprofunde as
suas raízes, desenvolva ramos e ganhe asas. Nós acompanhamo-lo
nessa viagem, seja ao interior de si mesmo, seja na procura e na relação
com o Outro. Conheça as nossas novidades e as nossas propostas! Até
breve!

Agenda
Novembro/Dezembro 2013
- Música para Bebés (3 a 24 meses) - Sábados às 10h
Marque já uma aula experimental!(máx.6 bebés por aula)
- Curso de Massagem Infantil (pais e bebés até aos 12 meses)
11, 18 e 25 de Novembro - 10h00
2, 9 e 16 de Dezembro - 15h00
(máx. 6 famílias)
- Curso de Preparação para o Nascimento
Início a 5 de Novembro– 19h30
(curso de 8 sessões semanais, a iniciar entre as 24 e as 32 semanas de
gestação, máx. 8 casais)
- Curso de Preparação para o Nascimento de Gémeos
Início a 6 de Novembro– 19h30
(curso de 8 sessões semanais, a iniciar entre as 20 e as 22 semanas de
gestação, máx. 8 casais)
- Yoga
Avaliações posturais (gratuitas) - 13 de Novembro,12h às 19h
Sessão experimental de Yoga (em grupo)- 19 de Novembro, 19h
Workshop postural - 20 de Novembro, 18h30
- Programa de Estimulação Instrumental – PEI (6 aos 10 anos)
programa de desenvolvimento sócio-cognitivo aplicável em contexto clínico
ou em sala de aula.
Início em Novembro (data a definir)
(Todos os cursos, workshops e actividades requerem inscrição prévia. A
Clínica Dasein reserva-se o direito de cancelar/adiar acções de formação ou
workshops que não tenham número mínimo de inscrições.)

Destacamos
Consulta de Rotinas e Sono no Bebé (0 aos 36 meses)
Em resposta às preocupações e necessidades dos receḿ-papás no que
se refere ao sono dos seus bebés criámos a Consulta de Rotinas e Sono
no Bebé com vista a ajudar a melhorar a qualidade de vida das
famílias. Trata-se de um espaço dedicado aos pais e bebés/crianças até
aos 36 meses, em que é possível conhecer melhor as características do
sono dos bebés e crianças, ajudar a criar rotinas organizadoras e
encontrar estratégias para ajudar a ensinar os bebés a dormir.
Curso de Preparação para o Nascimento de Gémeos
Devido a todas as exigências e implicações subjacentes à gravidez de
gémeos (ou mais), esta é considerada uma gravidez de risco. Porque
consideramos que é uma situação com características muito próprias e
diversas de uma gravidez de apenas um bebé, torna-se pertinente a
criação de um curso dirigido especificamente às necessidades dos
futuros papás de gémeos. Baseados na nossa experiência profissional e
pessoal, a nossa Equipa oferece agora a possibilidade de acompanhar
estes futuros pais nesta viagem inesquecível (curso com início às 20-22
semanas de gestação) Peça-nos informações!
Programa de Estimulação Instrumental (PEI)
O PEI é um programa de desenvolvimento sócio-cognitivo aplicável
individualmente ou no ambiente sala de aula, que permite melhorar o
potencial de aprendizagem autónoma. É um conjunto de exercícios
que propiciam situações favoráveis à mediação de experiencias da
aprendizagem, concebidos para descobrir e treinar estratégias que
melhoram (“enriquecem”) o modo como pensamos (como se “agarra”
um problema, como se estabelece um plano de análise, como se
verifica o trabalho que se está a realizar, etc.) de modo a potenciar a
modificabilidade mental ou autonomia no processo de pensamento.

Diz-me como dormes ...
por Dr.ª Sofia Alves da Silva, Psicóloga
O sono é uma função fundamental do ser humano,
indispensável para o equilíbrio emocional e para o bom funcionamento
cognitivo quer do adulto, quer da criança. A quantidade de horas de
sono de que uma criança precisa varia com a fase de desenvolvimento
em que se encontra, mas é sabido que num período de 24 horas, um
bebé até aos 12 meses pode precisar de 16-18 horas de sono diário,
uma criança de 18 meses a 3 anos deve fazer 12-14 horas de sono e que
aos 3-4 anos seria desejável que fizesse 11-13 horas. O adulto precisa
idealmente de 8 horas de sono.
Antes de procurar estratégias para o estabelecimento de uma
rotina de sono é importante que os pais compreendam que existem
vário estadios pelos quais a criança passa ao longo do seu período de
sono, de modo a não perturbar o seu curso natural. Assim, é sobretudo
de sublinhar que é frequente que o bebé se movimente ou mesmo
“fale” durante um período mais leve de sono e é importante que os pais
não percepcionem este comportamento como um despertar, correndo a
querer readormecer o bebé pois quando tal acontece é frequente
surgirem associações erradas ao sono (pegar ao colo para embalar,
colocar a chucha quando não está sequer a ser solicitada, alimentar,
entre outras) que, essas sim, poderão vir a transformar-se em
perturbadores de um sono que, naturalmente, até se faria sem
problemas. Ao conhecer estes estadios e ao controlarem a sua
ansiedade, os pais estão também a trabalhar para a autonomia do bebé
ou criança e consequentemente para a sua segurança.

Acompanhamento Psicológico na Adolescência
por Drª Ana Sara Moreira, Psicóloga
A adolescência é uma etapa de conflitos e contradições para a
maioria dos jovens, pois já não são crianças mas também ainda não são
adultos. O jovem entra no mundo adulto através de profundas
alterações no corpo, deixa para trás a infância e é lançado num mundo
desconhecido de novas relações. Por vezes sente-se confuso e
angustiado, pensa que ninguém o compreende, que está só e que é
incapaz de decidir correctamente o seu futuro. Outras vezes expressa o
sofrimento através de actos impulsivos. Felizmente, a maior parte dos
adolescentes não apresenta uma verdadeira psicopatologia ou um
quadro clínico definido. No entanto, no dia-a-dia tem que enfrentar uma
série de exigências que lhe provocam sentimentos e emoções
extraordinariamente fortes e potencialmente desorganizadores. Neste
sentido, há alguns sinais que nos podem remeter para a necessidade de
um acompanhamento psicológico:
- Mudanças bruscas de humor ou comportamento. Por exemplo, se um
adolescente habitualmente calmo passa a ter um comportamento
persistentemente agressivo, ou se sempre foi sociável e de repente se
isola.
- Sintomas de depressão, como tristeza profunda, isolamento, alterações
ao nível do sono ou alimentação, falta de energia, alterações no estado
de humor ou ansiedade permanente face a tarefas do quotidiano.
- Preocupações excessivas e persistentes com o peso e a forma do corpo.
É normal uma inquietação transitória com as mudanças corporais, mas
pode ser preocupante se esta preocupação se torna obsessiva.
- Constante desmotivação, insucesso escolar continuado ou falta de
aspirações e ambições, com total ausência de
- Consumo abusivo e persistente de álcool ou qualquer outro tipo de
drogas.

Para começar, algumas condições são essenciais para uma boa
noite de sono – um espaço que a criança possa reconhecer como seu,
uma temperatura adequada, uma cama confortável, um ambiente
tendencialmente obscurecido e tranquilo. As rotinas são muito
importantes logo desde cedo. Estas permitem à criança conhecer uma
estabilidade e uma segurança, associadas à sua capacidade para prever
os acontecimentos e percepção de controlo sobre o seu ambiente. Ficam
algumas ideias para a criação de uma rotina para a hora de deitar e que
possa potenciar uma noite de sono tranquila:
- A criação de um ambiente calmo e tranquilo após o jantar ou banho é
um bom começo. A hora de deitar é mais uma das transições que por
vezes gera ansiedade e que é importante gerir com cuidado – assim,
diminuir as luzes e os sons mais intensos, desligar ou diminuir o som dos
telemóveis e televisão, reduzir o acesso a brinquedos e diversões
demasiado barulhentas ou estimulantes, o próprio adulto tentar baixar o
seu nível de activação (baixando a voz quando fala, reduzindo a
intensidade dos seus movimentos e interacções, por exemplo), podem
ajudar a criar um ambiente mais relaxante.
- Contar uma história antes de ir deitar ou já na própria cama é uma
forma de ter algum tempo de qualidade com os filhos, ao mesmo tempo
que se estimula o gosto pelos livros, mesmo desde bebés. Pode oferecerse dois ou três livros para escolher qual ou quais irão ser lidos – de
acordo com a idade, desenvolvimento e disponibilidade de atenção da
criança é possível estabelecer previamente regras e limites para esta
actividade (5, 10 ou 20 minutos de leitura; ou 1, 2 ou 3 histórias, por
exemplo).
- A criação de histórias em que o herói preferido da criança se junta a ela
própria e a outros membros da família numa aventura, em que em cada
noite é acrescentado mais um capítulo, pode ser uma forma
extremamente criativa e interessante de terminar o dia dos que já são
mais velhinhos. No final podem ainda falar sobre como se passou o dia
de cada um.
- Se a criança mostra acalmar-se com uma música suave ou uma luz de
presença é uma opção a que os pais podem recorrer, mas é importante
não impor se estes elementos não forem sequer solicitados.
- O ideal será que os pais se possam despedir do filho com um beijo,
dizendo boa noite, e que a criança ganhe a autonomia e segurança
suficientes para conseguir adormecer tranquilamente sem a presença
dos pais no quarto. No entanto, se a ansiedade de separação se estiver a
fazer sentir intensamente (conhece habitualmente os seus picos aos 9 e
18-24 meses, com possível recorrência noutras fases ao longo da
infância) é sempre preferível que o adulto possa ficar um pouco junto da
criança no seu quarto, mesmo que isso implique durante algum tempo
ficar até adormecer, do que promover uma rotina de ir dormir para a
cama dos pais. Dormir na cama dos pais por rotina, pode dificultar o
desenvolvimento de uma identidade saudável, a aprendizagem dos
papeis e dos espaços de cada um, pode aumentar a insegurança e a falta
de autonomia, promovendo assim, ainda mais, a ansiedade de separação
num ciclo vicioso. É também comum nesta situação, a maior dificuldade
dos pais em conseguir estabelecer regras e limites junto da criança,
potenciando situações de “birra”, insatisfação e consequente frustração,
gerando-se contextos de dificuldades comportamentais.
Quando as dificuldades são muito acentuadas e já foram
colocadas em prática todas as estratégias disponíveis, pode ser relevante
a procura da opinião de um especialista (pediatra e/ou psicólogoa). A
acrescentar, apenas que é muitíssimo importante que o sono de toda a
família seja tido em conta – filhos descansados permitem também uma
maior descanso dos pais, possibilitando uma maior harmonia nas
relações familiares.

- Início precoce e irresponsável da vida sexual.
- Agressividade persistente para com colegas, professores ou pais.

desenvolvido na adolescência pode revelar-se de extrema importância,
pelo
seu efeito potenciador. O adolescente está numa fase de revisão de
- Jovens introvertidos e receosos, muitas vezes agredidos pelos colegas e
tudo o que aprendeu até então, a sua estrutura de personalidade ainda
que não tentam defender-se.
não está completamente sedimentada e, portanto, há uma grande
- Por último, se o adolescente nos parece perplexo, alheado, incapaz de plasticidade, com a possibilidade de criar novas alternativas.
separar a fantasia da realidade, com ideias de perseguição ou se afirmar
Metaforicamente, é como se estivéssemos face a uma obra em
ouvir vozes, deverá ser marcada uma consulta urgente.
fase de finalização mas ainda pudéssemos reconstruir determinados
De qualquer forma, mesmo na ausência de psicopatologia, se o jovem aspectos da sua estrutura e acabamentos. É um trabalho poderoso, que
estiver motivado para se pensar a si próprio, o trabalho psicoterapêutico pode ter repercussões na definição de toda uma vida!


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