PDF Archive

Easily share your PDF documents with your contacts, on the Web and Social Networks.

Share a file Manage my documents Convert Recover PDF Search Help Contact



Artigo Adrianne Brasil Economico .pdf


Original filename: Artigo_Adrianne_Brasil_Economico.pdf
Title: [BRAECO1 - 30] BE2013/01_MATERIAL<30_OPINIAO> ... 10/02/14

This PDF 1.5 document has been generated by Supervisor 7.0.0 / OneVision PDFengine (Windows Build 21.063.S), and has been sent on pdf-archive.com on 12/02/2014 at 16:45, from IP address 189.55.x.x. The current document download page has been viewed 433 times.
File size: 480 KB (1 page).
Privacy: public file




Download original PDF file









Document preview


30 Brasil Econômico Segunda-feira, 10 de fevereiro, 2014

OPINIÃO
Editoria de Arte

As marcas
e o showbiz
Adrianne Elias*
redacao@brasileconomico.com.br

H

ouve um tempo, não muito distante, em que a principal interação entre uma marca e o consumidoreraumcomercialde30 segundos na TV e quando muito
um 0800 para ligar e conversar
comumamáquinaeseusrecadospré-gravados. Mas, a realidade agora é que o consumidortemcadavezmaisopçõesdeconteúdo à sua disposição. O tempo das pessoas está mais concorrido. Afinal, agora
até para uma boa conversa ou namoro, se
compete em atenção com as redes sociais,
jogos e noticias disponíveis nos diversos
dispositivos móveis, sempre conectados.
E nesse cenário, as marcas tem muito mais do que um desafio: elas tem
uma oportunidade única. As marcas
tem uma oportunidade real de resgatar
o relacionamento com seus consumidores. Elas têm a chance de oferecer algo a
mais, tem a chance de entreter.
Mas do que exatamente estamos falando? O que é o Branded Content ou
Branded Entertainment?
Essa é uma disciplina do marketing
ainda difícil de ser claramente categorizada. Mas basicamente pode ser definida como a integração da marca a uma
experiência de entretenimento, uma peça de conteúdo que gera interesse genuíno da audiência.
Trata-se de algo que de fato não é novo, afinal, a origem das novelas remete
ao um case clássico de Branded Content.
As “soap operas”como são chamadas até
hoje nos EUA, foram encomendadas por
empresas de bens de consumo domésticos, que precisavam ter na emergente
TV da década de 50, conteúdos que engajassem às mulheres-donas de casa.
Entretanto, as possibilidades de explorar diversos formatos e meios é que
teve um impulso brutal com o advento
da internet e suas redes sociais, portais,
games e blogs.
Ou seja, as marcas hoje podem desenvolver, produzir ou patrocinar conteúdos que reflitam seus valores e personalidades e que no fim, provoquem
identificação e interação com seus consumidores. E esses conteúdos podem
ser vídeos virais, web séries, participação em games, live experiences, merchandising integrado, ou mesmo o diálogo diário nas redes sociais ou “reviews” de produtos que além de educar
o usuário ainda entretém.
O Brasil ainda está engatinhando nessa disciplina, mas é claro o esforço de várias grandes marcas nessa direção. Alguns desses movimentos já são claramente refletidos em números, como
por exemplo o crescimento da participa-

Cada vez mais vamos
ter o prazer, como
consumidores, de
experimentar e vivenciar o
mundo das marcas de uma
forma muito mais ampla,
intensa e verdadeira

ção do merchandising dentro da verba
total investida em televisão aberta.
Atualmente, cerca de 30% dessa verba
já é investida em ações de merchandising, participação que praticamente dobrou nos últimos 3 anos.
Sem falar do movimento das marcas nas redes sociais. Muitas marcas como Guaraná Antarctica, Cerveja Bohemia, Chocolates Garoto entre outras, já
tem audiências próprias em suas fanpages, maiores que a tiragem da revista
Veja. E assim como a Veja, esses canais
de relacionamento devem ter conteúdo diversificado e de qualidade, mas
além disso, eles precisam também estar abertos ao diálogo.
Sem dúvida estamos falando de uma
revolução. A revolução do conteúdo, e
os números estão ai para comprovar: cerca de 7 em cada 10 brasileiros confirmaram que tem maior curiosidade em experimentar os produtos quando eles estão
inseridos em um programa, 6 em cada
10 vão a uma loja comprar um produto
após ter visto um vídeo na internet.
E como toda grande onda tem muita
gente interessada em surfá-la. De um lado temos as agências de mídia, que ainda se dividem entre as chamadas “agências tradicionais” pois vivem ainda an-

coradas no antigo modelo dos 30 segundos e mídias mais convencionais e as
que já se aventuram pelos novos caminhos do Branded Content.
Também existem as agências especializadas, que ainda são poucas no Brasil, mas já demonstram um caminho que
parece inevitável, da especialização.
No meio do caminho existem também as produtoras que tem muito know
how na produção do conteúdo, mas ainda apresentam grandes dificuldades em
colocar esse conteúdo efetivamente a
serviço das marcas.
E, por fim, as próprias marcas, que
cada vez mais vão ficando mais confortáveis em experimentar a disciplina, a
medida que vão surgindo novos indicadores de eficiência e que as ações vão ganhando alcance mais massivo.
Independente do formato e da mídia,
o Branded Content tem por objetivo gerar um engajamento real dos consumidores com as marcas e seus valores. Tudo indica que esse é um caminho sem volta, e
cada vez mais vamos ter o prazer como
consumidores, de experimentar e vivenciar o mundo das marcas de uma forma
muito mais ampla, intensa e verdadeira.
*Adrianne Elias é CEO e fundadora da Content House


Document preview Artigo_Adrianne_Brasil_Economico.pdf - page 1/1

Related documents


artigo adrianne brasil economico
como importar calcados femininos bolsas e tenis dos eua
prova final sem int bibl
celula tronco
altimaempenhojvljpt
resumo aula2


Related keywords