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030614 Panorama .pdf


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14

notícias do dia

Florianópolis, terça-feira, 3 de junho de 2014

Adriana baldissarelli
panorama@noticiasdodia.com.br
@abaldissarelli

panorama
fotos divulgação/nd

Facilitadores
#estampa

O problema e a solução
Em sucinto e bem apanhado
artigo, Ricardo Abramovay, Milton
Luiz Silvestro, Márcio Antonio de
Mello, Clóvis Dorigon e Ivan Tadeu
Baldissera apontam os novos
desafios da agricultura familiar
e da sucessão profissional.
Entre rapazes de 25 e 29 anos que
vivem na propriedade paterna,
solteiros na esmagadora maioria,
estudaram até a 4ª
série e
são analfabetos.

Mais velho e masculino

60%

Santa Catarina, como o Brasil, amaldiçoa o passado e compromete o
futuro quando deixa no campo os homens menos estudados e remunera
até um terço a menos as mulheres no mercado de trabalho urbano. O
campo está ficando mais velho e masculino, como sinalizam os técnicos da
Epagri há mais de década. Pior é que as mulheres deixam as propriedades
cada vez mais novas para estudar e são obrigadas a competir no mercado
mais desigual do país, no que se refere à remuneração por gênero.
Enquanto dois terços dos rapazes querem permanecer na propriedade
rural, este é o destino almejado por apenas um terço das moças. Mesmo
entre os rapazes, são nítidas as principais dificuldades para continuar
sendo agricultor: 81% apontam a falta de capital para investimento,
40% a falta de novas oportunidades de renda e 30% a falta de terra.

4%

O baixo nível de escolaridade
compromete o próprio
exercício da cidadania,
porque obstrui inclusive o acesso
à condição de agricultor por
meio do bloco do produtor.
Começam a existir

vazios demográficos

Renda pela metade

Inibidores

Para o engenheiro agrônomo
do Centro de Pesquisa para
Agricultura Familiar da Epagri em
Chapecó, Vilson Testa, entre os
últimos 15 e 20 anos, o sistema de
produção agroindustrial mudou
profundamente, retirando renda
das propriedades integradas. “Onde
antes havia renda para sustentar
quatro pessoas, hoje sobrevivem
duas”, aponta o pesquisador.
Com a redução da margem de
renda, há um desespero para
aumentar a escala de produção,
gerando mais efluentes e crises
do trabalho. “Há muitos jovens
que não se sujeitam à sobreexploração do trabalho”, constata.

Tradicionalmente, as leis
ambientais e do trabalho infantil
têm inibido a permanência dos
jovens na propriedade rural. As
moças saem cada vez mais cedo
e em maior número para estudar
e não retornam. As restrições
de uso do solo limitam a renda
especialmente nas menores e
mais inóspitas propriedades.
Mas também há um conflito
de sucessão familiar. Vilson
Testa observa que, hoje, os
jovens não aceitam mais
avançar tanto no ciclo de
vida sem que tenham direito
à transmissão antecipada
da decisão e da gestão.

que comprometem o
desenvolvimento regional por
exemplo no Oeste catarinense.
Nestes espaços, são destruídas
as relações sociais, aumenta o
isolamento da população e o grau
de fragilidade das instituições
e organizações de apoio.

Há um forte desejo por parte
dos rapazes de continuar na
agricultura familiar, mesmo
daqueles que vivem em
unidades com rendimento
econômico precário.
querem seguir na atividade
que aprenderam com os pais.

69%

As moças têm uma visão

bastante negativa sobre
a alternativa de seguir na
agricultura familiar. Apenas
desejam permanecer
em propriedade agropecuária.

32%

As duas ações mais importantes
de valorização desse contingente
são destinar terras cujos
sucessores deixaram o meio rural

aos jovens agricultores
desprovidos de terra e criar
um programa de educação
formal e de capacitação
profissional para os jovens que
serão os prováveis sucessores
nas atuais unidades produtivas.
Fonte: Agricultura familiar e
sucessão profissional: novos
desafios, artigo resultante de entrevistas com pais e filhos em 116
estabelecimentos rurais, representativos de um universo de 70 mil
unidades familiar de produção.
Publicado no GPublic – Centro
de Estudos em Gestão e Políticas
Públicas Contemporâneas no link
http://www.gp.usp.br/files/denru_sucessao.pdf.

A bovinocultura de leite,
a fruticultura e a pequena
agroindústria familiar são
hoje, de acordo com Vilson
Testa, as três atividades
que têm permitido estancar
e até reverter o quadro
de envelhecimento e
masculinização da atividade
agropecuária catarinense.
O jovem não aceita
mais esperar os 40 ou
45 anos para ter nas
mãos as decisões sobre
patrimônio e renda, até
porque muitas vezes está
melhor preparado para
as novas tecnologias.”
Vilson Testa,
pesquisador da Epagri

Beleza exterior
Segunda etapa da operação
Beleza Exterior, do Fisco
Estadual, alcança 380
contribuintes que não
atenderam intimação para
regulalizar tributos devidos
na aquisição de cosméticos,
perfumaria e produtos de
higiene pessoal. Na primeira
etapa, ingressaram R$
4,4 milhões no Tesouro.
Nesta, a recuperação de
créditos tributários deve
chegar a R$ 7 milhões.

Na Copa
Percebendo que muita
gente aproveita o menor
movimento para fazer
suas compras, as lojas do
Angeloni vão funcionar
normalmente durante
os jogos do Brasil na
Copa do Mundo.

#fora_da_caixa

Êxodo das moças
“É bom estar só, mas é melhor ter
alguém”, soa a linda música do
documentário “Celibato no campo”,
dirigido por Cassemiro Vitorino e
Ilka Goldschmidt. É assim, na base
da poesia, amarrada por uma festa
de casamento, que o filme aborda o
êxodo das moças do interior, que sam
em busca de mais liberdade ou para
fugir do trabalho pesado do campo, e
a dificuldade dos rapazes em encontrar
moças para namorar e casar. O DVD foi
produzido com apoio do Funcultural e
foi disponibilizado pela empresa Margot
Produções na página https://www.
facebook.com/margotproducoes/info.

Um dia acho que pode mudar,
só que os governantes vão
ter de olhar com outros
olhos a agricultura, porque
se não a tendência é piorar.
Um dia, se eles virem que
não tem mais alimento, vão
mudar de opinião, porque
se morrer a agricultura
não tem mais cidade.
Clair Scussel, Linha
São Valentin, Seara

O que nos tocou foi a
autenticidade das pessoas que
encontramos no interior, a
simplicidade, a receptividade,
o carinho e a honestidade nas
relações que estabelecemos.
Agora, o sentimento de
abandono é perceptível, uma
solidão provocada pela indiferença, pelo desprezo
por parte de uma sociedade que praticamente
ignora estas famílias e seu esforço para manter
suas propriedades. Há falta de investimento
em coisas básicas como infraestrutura, saúde,
educação (hoje é mais fácil fechar uma escola
no interior e mandar os alunos para a cidade)
cultura e lazer. A renda no campo é muito
importante, mas além disso, a qualidade de vida
e a valorização do campo são importantes.
Ilka e Cassemiro

Eu tenho orgulho de dizer sou
agricultor, se tiver que mostrar
os calos, eu mostro, mesmo
que haja preconceito de uns e
de outros. Aqui no interior é
uma correria só, termina uma
coisa, tem outra para fazer. As
mulheres são mais vaidosas,
querem ir ao salão, então elas
preferem trabalhar uma carga
horária na
cidade e ter
mais tempo
para elas
mesmas.
Claudir
Turnes,
Saudades

Aqui não tem
como precisar
quanto se vai
ganhar. Quem
sabe hoje se
produz muito
mais, mas o
que se recebe
tem de investir para produzir e
sobra cada vez menos. Todo jovem
tem o sonho de comprar uma
moto ou continuar estudando,
eu só consegui fazer isso no
momento em que saí de casa.
Comecei a ganhar salário fixo e
consegui administrar o dinheiro,
tanto para estudo, quanto para
o lazer ou coisas particulares.
Adilson Hubner, Linha Coxilha

notícias do dia

Florianópolis, terça-feira, 3 de junho de 2014

Notícias do Dia
flávio tin/nd

Aposentados

Cavalos têm
novos donos

Assinaturas

Épico.
July
Nuremberg
levou o
animal para
Canelinha,
onde se
juntará a
Sênior

Animais doados à Orionópolis Catarinense, em setembro de

2013, ganharam novo lar por
não se adaptarem à equoterapia.
Página 9

Notícias do Dia
(48) 3251 1414

Online

ndonline.
com.br

(A)Gentes do riso
Rosane Lima/nd

Terapia.
Grupo de
palhaçosdoutores
levam alegria
aos pacientes
do hospital
infantil Joana
de Gusmão.
Página 3

INDICADORES

Roberto
azevedo

Poucas novidades,
muitas dúvidas nas
articulações eleitorais.
Pág. 2

Adriana
Baldissarelli

Agricultura familiar
tem menor participação
feminina.
Pág. 14

carlos
damião

Empresas faturam com
a Cotisa e população
sofre com a tarifa alta.
Pág. 29

Ibovespa
51.605 +0,72%
Dólar Comercial R$ 2,276 +1,55%
Previsão para Florianópolis
MANHÃ
tarde

11o

20o

NOITE

11o


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