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sofiaRS reflexao critica .pdf



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REFLEXÃO CRÍTICA
01 POP-UP SHOP / TRIP-O-SCOPE
Sofia Rocha e SIlva
10 Dez 2014
INTRODUÇÃO
A acção da pop-up shop aconteceu no dia 6 de dezembro de 2014, sábado, nas Galerias
Lumiére, com período de vendas entre as 12h e as 22h30.
O projecto em causa, trip-o-scope, tinha como objecto 30 caleidoscópios 11 cm x 2,5 cm/d.
Trip-o-scope baseia-se na ideia de viagem portátil e no sentimento de absorção que
o caleidoscópio provoca. Neste caso a essa viagem é acrescentada um sentimento de
nostalgia — cada tubo utiliza um slide capturado entre 1988 e 1994, com paisagens,
memórias de infância e outras situações pessoais, que nem por isso deixam de
possibilitar identificação por parte do utilizador. Utilizar os slides provocou outros
dois resultados, 1) cada caleidoscópio tornou-se único e irrepetível, uma vez que o
filme positivo teve de ser destruído para o construir, 2) o caleidoscópio ganha uma
nova dimensão concreta em determinados padrões, relacionando-se com a fotografia,
e tornando-se assim mais rico do que o mesmo objecto com simples itens abstractos e
coloridos. Cada caleidoscópio era acompanhado por uma embalagem e uma folha que
descrevia o slide e os pressupostos do projecto.
Além destes objectos principais, o stand vendia também packs de quinze autocolantes
criados a partir de digitalizações dos slides. O objectivo deste produto complementar
era garantir que as imagens destruídas [os slides originais] de alguma forma prevaleciam
com devido registo.
SOBRE AS DIFICULDADES E MELHORAMENTOS
Desde o início do projecto, a dificuldade impôs-se sobretudo na escolha de um tema.
Não por falta de opções mas por falta de fundamento e porque, em situações como a
ideia dos caleidoscópios ilustrativos de filmes, o trabalho parecia tornar-se supérfluo.

No final, apesar da opção de tornar o projecto bastante pessoal lhe acrescente algum
conteúdo relevante, essa acaba por ser uma escolha fácil, quase um atalho, e talvez a
relação tema/objecto devesse ser mais coesa e significante.
A gestão do tempo de construção não foi a melhor. Em primeiro lugar porque devia
ter sido dispensado mais tempo no aperfeiçoamento das formas recortadas dos slides
e nas suas variações dentro do caleidoscópio do que na construção do esqueleto, isto
ia fazer com que o objecto despertasse uma maior sensação de maravilha e entusiasmo
que procuramos num caleidoscópio. Em segundo lugar, os exemplares construídos não
deviam ter excedido os dez, tanto porque isso possibilitar-nos-ia construir melhores
objectos, como porque enfatizaria a unicidade dos mesmos e sublinharia o aspecto mais
sensível que os slides pretendiam transmitir.
Em relação ao stand, este devia ter sido pensado para incluir uma fonte de luz. Todos
os clientes experimentavam o caleidoscópio e era preciso repetir para apontarem para
determinada zona do espaço, com uma fonte de luz esse problema estava resolvido e as
reacções tinham sido mais fáceis.
SOBRE AS VENDAS E FEEDBACK
As vendas foram aceitáveis — seis caleidoscópios e quatro packs de autocolantes. O mais
positivo, contudo, foi o feedback que obtivemos ao longo do dia.
Duas das lojistas das Galerias Lumiére fizeram-nos saber que, como brinquedo, o
caleidoscópio tem uma procura imensa, contudo não existem fornecedores em Portugal
e é difícil encontrá-los. Acharam que se o trip-o-scope fosse mais child friendly que
provavelmente tinha sido fácil de vender, bastava até que o exterior fosse mais colorido,
mais apelativo, que assim passava muito despercebido.
A maior parte das reacções denotava alguma confusão quanto à relação slide/
caleidoscópio. Não pareceu ser fácil de entender que o slide original estava dentro do
tubo e que os demonstrados eram apenas reproduções, talvez por um slide ser um
formato obsoleto, talvez porque a representação das imagens fazia com que fosse difícil
dar valor ao facto de a original estar dentro do caleidoscópio. Suponho agora que a
ideia de original aplicado à imagem não tem muito poder quando vivemos na era da
reproductibilidade e, especialmente, quando apresento ao lado reproduções das imagens
que quero vender como irrepetíveis.
Aqueles que compreendiam que o slide, antigo e pessoal, estava recortado dentro do
caleidoscópio, de facto davam muito valor ao projecto e à ideia, achavam sobretudo
curioso e procuravam as tais semelhanças entre os reflexos e a imagem, mas foram uma
minoria. Provavelmente não terá sido a melhor estratégia desenvolver um projecto que,
para mostrar o seu melhor, tinha de ser explicado, porque para isso as pessoas tinham
em primeira instância de se interessar por ele.
Aconteceu que, curiosamente, muitas pessoas pareciam ter dificuldade em perceber
como o objecto funcionava. Não que não soubessem o que era um caleidoscópio ou
como ele devia funcionar, mas, talvez por o tubo ser totalmente despido de relevos, não
era imediato que era preciso rodá-lo ou como é que isso devia ser feito, mesmo que a

solução fosse simples. A maior parte das pessoas esperava que acontecesse algo apenas
por olhar pelo tubo ou esperava algo mais mecânico. Por alguma razão, a simplicidade
de pegar no cilindro e rodá-lo na mão confundiu a maior parte dos utilizadores.
EM CONCLUSÃO
O projecto trip-o-scope teve o foco deslocado por várias razões. 1) Foi dado mais ênfase
na quantidade do que na qualidade dos objectos; 2) O tema devia ser mais acessível e/
ou comunicado mais directamente, porque ainda que resulte como projecto pessoal,
que tenha um processo interessante, o resultado seja curioso e provavelmente alcance
público quando apresentado online, não se pode dizer que tenha sido um produto de
sucesso. A razão parece-me simples, devia ter sido pensado em primeiro lugar como
um produto que alguém tenciona comprar e não como algo que eu queira vender; e 3)
O stand devia ter sido planeado de forma não só a incitar mais a experiência como a
facilitá-la (com fonte de luz e instruções, por exemplo).


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