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LÍDERES
V I DA S DE S UC E S S O
QUE INSPIR A M MILHÕES

40

A GESTÃO DE
UM LEGADO
HISTÓRICO

44

TRADIÇÃO E
MEMÓRIAS DO
ANTIGAMENTE

48

Alexandre Farto mudou
a forma como se olha para a arte urbana. Aos 28
anos tem obra feita nos
cinco continentes e promete continuar a deixar
a sua marca nas paredes
do mundo pois, segundo
o artista, elas são “a minha janela para um passado que nunca vivi.”

A VIDA DEPOIS
DA QUEDA DO
DR. WHITE

TEX TO DE

MARGARIDA VAQUEIRO LOPES
FOTOS DE

VICTOR MACHADO

ARTE ESCAVADA
NAS PAREDES
Março 2016 – Forbes Portugal 35

L VHILS

A

pesar de não gostar de “tirar fotografias a sorrir” não
lhe sentimos a falta da simpatia e da
disponibilidade para nos contar a sua história enquanto vislumbramos o Tejo da janela da
sala de reuniões. Alexandre Farto,
mais conhecido por Vhils, começou a grafitar com 12 anos e aos 28
é um dos mais relevantes artistas
mundiais da sua geração, com presença nos cinco continentes e muitos projectos em desenvolvimento.
Provavelmente já se cruzou com
rostos, olhos, palavras escavadas em
paredes em Lisboa ou em qualquer
outra cidade do mundo. Se sim, saiba que teve o privilégio de ver ao
vivo as obras do artista português
que quer chamar a atenção para os
problemas do mundo. “O meu trabalho tem a preocupação de usar
a arte como meio para pôr o foco
em situações em que as pessoas, as
comunidades, estejam ameaçadas
e não haja um foco nessa situação.
Esse é um dos motivos do meu trabalho”, diz-nos em jeito de resumo,
como se explicasse tudo.
Nascido e criado no Seixal, onde ainda hoje vive, é também na
margem sul do rio Tejo que tem
o seu novo ateliê: 1300 metros quadrados instalados no Parque Empresarial Baía do Tejo, onde há espaço para carpintaria, oficina, sala de projecção, arquivo, escritórios, salas de reuniões e para o desenvolvimento das várias obras.
“Estas zonas têm imenso potencial para as artes criativas, e mesmo para empresas em geral, e interessa-me voltar para aqui para fazer projectos”, explica, afirmando
que se vai manter em Portugal como base, mas trabalhar no mundo.
“Sendo que grande parte dos projectos acontece fora, interessa-me
ficar por cá. Mesmo esta atitude de
ter saído de Lisboa e de ter voltado à margem sul tem essa preocu-

pação de ‘des-estigmatizar’ a área,
de fazer projectos aqui”, remata.
A serenidade no tom de voz contrasta com a rapidez com que lhe
saem as palavras cheias de convicções, enquanto nos conta o seu
percurso. Alexandre começou a
grafitar quando tinha 12 anos e aos
15 já estava a desenvolver projectos
artísticos. Filho de pai contabilista e mãe professora de Matemática, acredita que a aversão da família ao meio artístico também funcionou como catalisador. “Começou meio como um acto de rebeldia, mas sem dúvida que o grafíti
foi a minha escola e me deu bastante.” Ainda visto por uma franja
da sociedade como algo de mau e
marginal, Alexandre garante que o
grafíti é um mundo muito particular
onde se aprende muito e com muitas coisas positivas. “Aprendes pro-actividade, pragmatismo, disciplina, a saber como lidar com as coisas”, garante. É uma escola e também um escape. “A energia que essa
cultura me deu foi bastante importante, porque de alguma forma me
ajudou a afirmar, numa altura em
que – sobretudo vivendo no subúrbio de Lisboa – não se espera muito de ti. Como miúdo, a começar a
tentar puxar os limites do possível
e impossível, do legal ou ilegal, do
que é arte ou não é arte, [o grafíti]
foi algo que me deu um caminho em
vez de optar por outras coisas que
podiam ter sido bem piores. Deu-me um alento, deu-me um caminho a seguir”, conta à FORBES durante uma conversa descontraída
numa das salas do novo ateliê, precedida de uma visita guiada - e a
transpirar orgulho - às instalações.

Alexandre
Farto
(conhecido
por Vhils)
Idade:
28 anos
Naturalidade:
Seixal
Formação:
Licenciado pela
University of the
Arts, em Londres
Empresa:
Vhils Studio, Solid
Dogma e Under
Dogs

INTERVENÇÃO SOCIAL

Aos 18 anos parte para Londres
para correr atrás do seu sonho.
A decisão de sair para o estrangeiro
não foi propriamente uma opção.
Depois de não ter sido aceite na Faculdade de Belas Artes de Lisboa,

“Posso ser o Vhils aqui, mas também posso ter outro
nome qualquer e continuar a fazer as coisas que
me apetecem de vez em quando, que ninguém vai saber.”
36 Forbes Portugal – Março 2016

a questão que se colocava era pagar “um balúrdio numa universidade privada” em Portugal ou partir.
“Era um bocadinho mais difícil lá,
por causa das casas, e tive de trabalhar para pagar coisas. A ajuda dos
meus pais era limitada, mas arrisquei. Já tinha alguns contactos no
mundo dos grafítis, o que me ajudou na integração”, explica.
Em 2008 sentiu o primeiro salto grande na carreira, quando participou no “The Cans Festival”, com
um projecto com o reconhecido artista britânico Banksy que o catapultou para a capa do “The Times”.
Alexandre recorda que, “de repente, tinha o e-mail cheio de projectos e a partir daí o trabalho teve
uma exposição internacional grande. Foi depois disso que comecei a
trabalhar com muitas galerias fora, o que me permitiu também ter
capacidade para ter equipa e para
os projectos começarem a ganhar
uma consistência e uma força de
impacto maior”, resume.
Em 2012, a assinatura de Vhils
encheu várias paredes da favela do
Morro da Providência, no Rio de Janeiro, onde a prefeitura carioca estava a levar a cabo um processo de
expropriação e demolição de edi-

fícios. Nas casas a destruir foram
aparecendo escavados rostos de habitantes do Morro, a quem foi dada
voz através do vídeo que acompanhou os trabalhos. “É possível que
eu faça uma parede e um vídeo sobre uma coisa, mas isso nunca terá
tanto impacto como se fizer uma série de paredes e um vídeo onde entrevistas as pessoas, dás voz às pessoas. Porque a partir daí os media
vão atrás da arte e do projecto, mas
vão também tentar perceber quem
são aquelas pessoas e vão pôr o foco na situação. Nesse caso, no Brasil, a ideia não era criticar, mas pôr
as pessoas ao mesmo nível da prefeitura, para equilibrar o diálogo”,
afirma. Quanto à opção de retratar rostos, explica que “é mais para levantar questões sobre a identidade e sobre como a globalidade nos afecta. E pode afectar-nos
de uma forma perversa. Acho que
é importante começarmos a pensar como se vai aguentar um mundo com seis ou sete mil milhões de
pessoas e acho que ainda não pensámos muito sobre isso…”, deixa no
ar, antes de nos contar como acredita que viu em Hong Kong – um lugar confuso e sobrepovoado – parte do futuro que nos aguarda, en-

Alexandre Farto,
conhecido como Vhils,
começou a grafitar
quando tinha 12 anos
e aos 15 já estava a
desenvolver projectos
artísticos. “Começou
meio como um acto
de rebeldia, mas sem
dúvida que o grafíti foi
a minha escola e me deu
bastante”, diz.

quanto preparava um dos seus mais
recentes projectos fora de Portugal.

DISSECAR CAMADAS
DE HISTÓRIA

Para Alexandre, a intervenção social e política é parte do seu trabalho
agora, como há dez anos. É isso que
o move e são essas as histórias que
pretende que se fundam com tantas outras que já habitam as paredes que trabalha. Passar da pintura
de grafítis para a escavação de paredes “foi uma coisa muito orgânica”,
conta. Desde cedo que Alexandre foi
muito exposto à política, na margem
sul do rio Tejo, onde cresceu e também em Lisboa onde a cultura mu-

ralística existia. “O facto de o meu
pai estar próximo da revolução foi
uma imagética muito presente, pelo
que das primeiras coisas de que me
lembro da rua são esses murais. Mas
já me lembro desses murais podres.
Eu nasci nos finais dos anos 1980 e
aquilo era a matéria de um passado que me afectava, por causa dos
meus pais, da família, pelo contexto. E a única matéria que vinha desse tempo eram esses murais. Eram a
minha janela para um passado que
nunca vivi”, resume.
Para Alexandre, aqueles muros,
que, entretanto, se iam enchendo
também de cartazes publicitários,
eram sobreposições de história que

DEDICAÇÃO ARTÍSTICA

Fazer da arte um instrumento social é uma preocupação constante por parte de Alexandre Farto.
É sob esse desígnio que promove grande parte do seu trabalho em Portugal e pelo mundo inteiro.

Arte Pública

Na galeria Under Dogs há um projecto chamado
Arte de Rua, em que a ideia é ir produzindo murais
na cidade através de projectos auto-sustentáveis.
“Há algumas parcerias que ajudam o projecto,
mas o grosso do custo é inteiramente coberto
pela estrutura, pela venda das obras de arte, pelas
serigrafias – temos uma parte de edições on-line
que vende para Portugal e para fora e uma loja no
Mercado da Ribeira”, explica Alexandre. O lucro é
dividido entre o artista e a galeria, mas esta última
reinveste sempre o dinheiro em novos projectos.

Cinco continentes e o futuro

Prepara-se para continuar a trabalhar num projecto
na Ásia, em Hong Kong, mas já tem um pé em todos
os cinco continentes do mundo – e até a assinatura
num retrato de Angela Merkel num muro de Berlim.
Em África ainda só fez um trabalho, na Tanzânia,
mas não esconde a vontade de voltar e fazer mais,
apesar de levantar pouco a ponta do véu: “Estou
a trabalhar numa série de projectos para que
aconteçam e é um continente pelo qual tenho uma
paixão para fazer projectos. Estou a trabalhar nisso,
mas não sei se será para breve…”
Março 2016 – Forbes Portugal 37

L VHILS

iam entrando em confronto, que se
iam anulando, mas que iam contando uma história enquanto outra se
perdia por detrás dela. “Eu estava a
fazer grafíti e era um pequeno elemento que estava a adicionar a esta
transformação. Em termos de estímulo fez-me pensar bastante sobre
o porquê de ser eu a adicionar mais
coisas em termos de layers [camadas]. E comecei a pensar que neste
processo cada muro quase que vai
absorvendo a História, pelo que houve uma necessidade de quase contactar com a essência daquilo que
está por detrás de todas estas camadas que se vão acumulando. Deu-me vontade de anular tudo, pintar
tudo de branco e escavar e expor o
invisível, aquilo que não vemos ou
aquilo que está no passado”, justifica.

REBELDE
OU MAINSTREAM?

Em 2015, Vhils foi considerado pela FORBES um dos 30 artistas com
menos de 30 anos para os quais se
devia olhar. Já expôs a título individual em Sidnei, Xangai, Londres,
Paris ou Rio de Janeiro e também
já teve obras suas em Nova Iorque,
São Francisco ou no Luxemburgo,
em exposições colectivas. A rebeldia deu lugar a uma carreira internacional sólida e ao reconhecimento das suas obras em todo o mundo.
Onde fica, agora, a vontade de ir contra o sistema? “A missão continua a
ser a mesma, há dez anos ou agora,
embora seja difícil de perceber isso.
Mas estou a aprender a lidar com a
38 Forbes Portugal – Março 2016

questão: com algo que nasceu com
o princípio de ser do contra, quase rebelde, e passar a ser uma coisa que tem impacto e que tem valor. Obviamente que para mim isso
é bom, mas levanta-me uma série de
questões. Por outro lado, também me
deixa confortável porque cada vez o
trabalho tem mais impacto”, remata com ar um pouco mais reflexivo.
Pedimos que se recorde da sua
intervenção em Rabo de Peixe, na
ilha de Ponta Delgada. A freguesia
mais pobre de Portugal tem rostos
de Vhils esculpidos nas paredes
que olham o mar. Por debaixo deles, amontoam-se agora beatas de
cigarros e lixo e, há uns meses, um
prédio erguia-se tapando um dos
murais. “Localmente, as pessoas
fazem o que querem”, justifica parecendo pouco preocupado quando lho revelamos. “Essa valorização diferente do trabalho também é
interessante. Acaba por não retirar
toda a rebeldia do acto”, acrescenta com olhos brilhantes. “Eu prefiro
sempre que o trabalho vá desparecendo, ou desapareça, entretanto,
porque sinto que ganha mais com
essa efemeridade”, explica, lembrando que o vídeo e a fotografia
permitem actualmente garantir um
registo de obras que possam desaparecer. “Prefiro arte que dure um
dia ou um ano, que é captada e que
as pessoas têm o privilégio de ver,
mas ao mesmo tempo que é frágil,
é humana. Acho que a arte, quando se aproxima da humanidade,
é bem mais forte”, conclui.

Nascido e criado no
Seixal, onde ainda
hoje vive, é também
na margem sul do rio
Tejo que tem o seu novo
ateliê. O espaço está
instalado no Parque
Empresarial Baía do Tejo
e conta com uma área de
1300 metros quadrados
que agrega uma
carpintaria, oficina, sala
de projecção, arquivo,
escritórios, salas de
reuniões e uma área
para o desenvolvimento
das várias obras.

É possível encontrar o nome
Vhils – “eram as letras que conseguia desenhar mais rápido e as
que mais gostava de trabalhar” –
em vídeos, paredes, grafítis, metal,
madeira, papel, cortiça.
A versatilidade aguça a criatividade e impede que, de alguma forma, se entedie. É no próprio ateliê
que nascem parte das ferramentas
que são usadas, por exemplo, para
fazer serigrafias e é de uma espécie de insatisfação constante que
não param de surgir ideias. Contudo, deixa bem claro que a fama
está longe das suas preocupações
e que não é por isso que se dedica
tão afincadamente à arte. “Posso
ser o Vhils aqui, mas também posso ter outro nome qualquer e conti-

PONTOS DE INFLEXÃO

A populariedade dos seus trabalhos é cada vez maior, assim
como seu portefólio. Eis alguns projectos incontornáveis
na carreira de Vhils.

2008

2012

2009

2013

No “The Cans Festival”,
em Londres, fez um projecto
com Bansky que mereceu
destaque na capa do ‘The Times’.
Fez a primeira exposição
individual no Reino Unido.
“Scratching the Surface”
esteve patente na Lazarides
Gallery, em Londres.

Apresentou-se
individualmente em Xangai:
“Visceral” é o nome
da exposição.
Elaborou o trabalho
“Fragmentos”, com
intervenção no Morro
da Providência, no Rio
de Janeiro.

2014

2010

Participou no projecto da Carris,
“Arte em Movimento”, onde redecorou o elevador da Bica e fez
a sua primeira exposição individual em San Diego, nos EUA.

Produziu o videoclipe para a
música “Raised by Wolves”, do
álbum “Films of Innocence”
da banda irlandesa U2, e fez
a sua primeira exposição
individual em Portugal,
no Museu da Electricidade,
em Lisboa.

2015

2011

Participou no festival “Walk
&Talk”, nos Açores, onde
intervencionou as paredes
da freguesia de Rabo de Peixe.

Executou a efígie de Amália
Rodrigues, em calçada
portuguesa – e com a
colaboração dos calceteiros
da Câmara Municipal
de Lisboa – em Alfama.
O trabalho é também
capa do disco “Amália,
as Vozes o Fado”.

nuar a fazer as coisas que me apetecem de vez em quando, que ninguém vai saber”, diz.

LÍDER DE UMA EQUIPA
EM CRESCIMENTO

Com Alexandre trabalham, actualmente, cerca de vinte pessoas, divididas entre o Vhils Studio, a agência criativa Solid Dogma, dirigida
por Pedro Pires, e a galeria de arte Under Dogs, sob responsabilidade de Pauline Foessel. Quando lhe
perguntamos como é que passou de
ser um artista individual a líder de

uma equipa de pessoas desta envergadura, solta uma gargalhada,
encolhe os ombros e diz, simplesmente: “não sei”. Mas na verdade,
sabe. “Fui dando o melhor em cada projecto que aparecia, mantenho
o meu trabalho como estúdio e é aí
onde me revejo mais. Depois juntei-me com a Pauline Foessel – que
tinha bastante experiencia de gestão de galeria em Xangai e era uma
pessoa cujo trabalho sempre admirei muito – para fazer esse projecto
[da galeria]. A Vera [Cortês] também
esteve envolvida”, recorda. Foi, aliás,
a com a directora da Art Agency que
Vhils começou a trabalhar há mais
de uma década.
À FORBES, Vera Cortês revela que na altura viu nele “muito talento” e que sente “orgulho e convicção pelo percurso”, acreditando
que Vhils “vai continuar a trabalhar
como até agora, esforçando-se por
diminuir a distância que existe entre a arte contemporânea e a street
art, que para ele é uma distinção que
não faz sentido algum”.
Por outro lado, com a criação
da Solid Dogma, Alexandre pretende ajudar a corrigir aquilo que
acredita ser um um impedimento à comunicação entre empresas
ou marcas e os artistas. “Acho que
os novos artistas podem ganhar ao
estar ao mesmo nível de discussão

“Começou meio como um acto de rebeldia,
mas sem dúvida que o grafíti foi a minha
escola e me deu bastante.”

das grandes empresas ou das marcas em si”, resume enquanto explica
que o objectivo da agência é eliminar a cadeia hierárquica e os intermediários que muitas vezes afasta
a ideia original do cliente daquele
que é o estilo do artista, colocando
pelo meio profissionais da publicidade e comunicação. Apesar destas parcerias com a galeria e com
a agência, sublinha, cada uma funciona por si, não havendo qualquer
carácter exclusivo de colaboração
entre os três.
Fica gravado o tom de urgência que imprime quando fala da
necessidade de apoiar novos artistas – o que tenta fazer também
através da galeria, com o projecto
de arte pública (ver caixa). No fundo, o que Alexandre pretende é devolver à comunidade o que lhe tem
sido dado. “Cansa-me um bocadinho ver pessoal com valor sem ter
alento, que foi algo que me aconteceu muito quando estava a crescer. A escola, o modo de ensino, são
muito estandardizados, e as novas
gerações são de tribos urbanas muito específicas: se isso não for trabalhado esta nova geração nunca
vai atingir o seu potencial”, justifica. E salienta que o sucesso que
vai tendo enquanto artista, apesar
de o fazer pensar, não o “preocupa
muito. O retorno não foi o principal
motivo para fazer o que fiz, e é algo
que vou sempre pondo de volta na
sociedade porque acredito que só
a assim é que as coisas eventualmente crescem”, remata. J
Março 2016 – Forbes Portugal 39


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