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1. Prólogo

Aparentada em pequena vila russa, ao contrário de famílias com seus
réquiens de nomes, de propriedades que vagueiam o sul até o norte das
montanhas em minério puro para as fábricas, se dão os Borovsk. De cabelos lisos e poucos charmosos para os negócios, se sustentam com o trabalho do seu pai na plantação. Não tendo o futuro em suas mãos, seus pais
levaram os três irmãos para algumas fazendas próximas para a adoção. O
único que restou foi Dallas. Dallas Borovsk não estava acostumado —
ainda — dos seus pais serem os vagabundos da região; os que trapacearam em outros tempos e que agora pagam as dívidas pelo bem da vida, o
quê que há de justo no mundo dos vivos e do sobrenatural. Hora e outra
ele ouvia algumas conversas de seu pai na sala, com o grande celular cor
de areia no ouvido, murmurando para quem o estava ouvindo. Certa vez,
porém, viu seu pai apanhando de alguns fazendeiros indo para casa. Era
amigo do caçula, Ivan, conhecido por muitos de lá — pequeno, com um
dedo de sobra no pé direito — não era o garoto malvado da história, ape-

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sar de Dallas pensar nisto até hoje. Dallas se perguntou o que ele fazia
uma hora daquelas à noite, com seus irmãos mais velhos batendo em seu
pai.
— Dallas, abaixe a arma, por favor — dizia Ivan reprimido contra a
parede cinzenta de uma viela. Estava em trapos, com os cabelos antes negros em pontas amareladas e com olheiras roxas. Marcado pelo tempo e
certamente pelo seu amigo de infância também.
— Em alguma hipótese, me diga, achou mesmo que eu não voltaria
aqui? — falou Dallas. Sorriu ao retirar o charuto da boca e com a sua outra mão pôs a balançar a mão em desdém e finalmente a mirou no centro
do rosto do seu amigo. — Não insulte um russo.
Bem, ele não poderia ter tido mais sucesso do que o esperado. Seguiu
a mesma linha suja de seus pais e conseguiu desviar alguns dos minérios
que eram apanhados por algumas lojas de exportação. Desviar era uma
palavra bonita, claro, era qualificadamente um roubo de fato. Mas isso
não vem ao caso quando se quer falar de Dallas. Se tornara rico, elegante mente vestido com cáqui marrom e com drinque sempre a disposição de
algum servente para lhe dar. Negócios pequenos agoram eram grandes,
grandes na América, onde achou pessoas de sua espécie. Talvez parentes
distantes. Nem sempre o chão podia refleti-lo, mas o seu nome estava em
todos os lugares.
Seu sotaque pesado o diferenciava de qualquer americano.
— Tem certeza que o pararam ali? — pergunta indo em direção à porta de seu escritório ao lado de mais duas pessoas. Vestiam preto, como de
costume. Abrindo-a com certa agilidade, se põem a ligar a cafeteira com
um pequeno copo e coloca o café um pouco mais da metade. — Espero
quer não tenham o parado ali — terminou por falar depois de beber um
gole e deixar o copo na mesa.
— Acho que perdemos ele.
O outro assentiu.
— Como vocês podem ter perdido ele? Ele é a porra de um rato pe-

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queno? — pergunta quase sussurrando. — É maior que esta porta atrás
dos senhores, menor do que essa janela atrás de mim.
Eles observam a janela do escritório de seu chefe: descia até o primeiro andar com uma grande cortina branca, observaram e demoraram para
ligar o que ele tinha acabado de falar com ela.
— Espero que não tenham o parado ali.
— Com licença — falhou ao pronunciar a última palavra — o senhor
é de onde?
— Qual o seu nome, filho? — perguntou Dallas ao colocar suas mãos
em cima da mesa e o olhar de certa forma agressiva.
— Adam.
— Adam?
— Isso, senhor.
— Me diga, Adam, você é daqui da América mesmo? — palitava os
seus dentes. Cruzou suas pernas e repetiu a pergunta. — Você é daqui da
América, hein?
Adam assentiu.
Seu amigo só o observava com a cabeça baixa, olhando para o lado
sem saber o que falar naquele momento. Apesar de tremer, não demonstrava tanto quanto Adam.
— Pois bem, Adam — riu. — Na Rússia, enquanto dormimos, alguns
dos meus irmãos foram fuzilados por uns dos seus daqui. Enquanto essas
pobres crianças indefesas dormiam cães atiraram nelas, não conseguiram
fazer nada. Você acha que elas conseguiram gritar, Adam? — olhou para
ele. Discursava em pé, rodando de um lado para o outro em sua sala. A
madeira do chão estava sem brilho e, por mais que fosse limpo, tudo parecia empoeirado.
Silêncio.
Dallas coça sua barba, ri de relance e continua a falar:
— Elas não conseguiram gritar, Adam — diz indo em direção de sua
grande janela, formando uma grande sombra de si. — Mas atirar em uma

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pessoa adulta acordad—
Adam e seu amigo se viram rapidamente para a porta e correm em direção da maçaneta.
— Será que ela grita?
Dallas segurava uma pequena arma ao virar-se. Atirou no corredor
onde eles tentavam fugir, seus possíveis empregados.
Eles caíram.
Dallas ficou sem sua resposta.

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