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Author: Bastos

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MASI, Domenico de. Ócio da criatividade. 3ª Edição. Rio
zzzzde Janeiro: Sextante, 2000. 321p.

Glenda Natália Chiarini Silva
Domenico De Masi, sociólogo italiano que apresenta seu livro, reescrito em
2000, a partir de uma releitura das edições de 1995/1997. O autor refere-se ao seu
novo texto como sendo fruto de um novo contexto e da crescente insatisfação diante
do modelo centrado na idolatria do trabalho e da competitividade. Propõe a criação
de um modelo novo que redistribua o trabalho, a riqueza, o saber e o poder. Escrito
sob a forma de uma entrevista, tendo como interlocutora Maria Serena Palieri, a
obra compõe-se de uma introdução e quatorze capítulos.

Na introdução, a entrevistadora tece considerações iniciais sobre o tema e faz
uma pequena biografia do autor. O primeiro capítulo inicia com a abordagem do
tema e segue com o autor descrevendo o desenvolvimento do ser humano até o
advento da sociedade industrial. Centra nas questões relativas ao trabalho e à
tecnologia e salienta as transformações da época onde, segundo o autor, a união de
três fatores de mudança determina a mudança paradigmática. Estes fatores são: a
descoberta de novas fontes energéticas, uma nova divisão do trabalho e uma nova
organização do poder.
No segundo capítulo, o autor inicia falando sobre a sociedade industrial, suas
origens no Iluminismo, suas características e o conceito de trabalho que se
estabelece nesta época.
No terceiro capítulo, aborda as características da industrialização e os
princípios sobre os quais ela se estabelece, tais como, estandardização,
especialização,

sincronismo,

maximização,

centralização,

concentração,

que

compõem, em resumo, uma racionalização.
O quarto capítulo inicia com a discussão sobre o possível fim da sociedade
industrial e o autor posiciona-se dizendo que o contexto atual não pode ser
considerado como uma continuação da sociedade industrial. A seguir, defende esta
sua afirmação enumerando as razões que a determinam e passa a falar da
sociedade pós-industrial e da cultura pós-moderna.

No quinto capítulo, fala sobre o nascimento da nova sociedade e discorre
principalmente sobre as mudanças no capitalismo e no trabalho, que caracterizam
esta nova sociedade. Em relação à economia e ao trabalho, retrocede fazendo um
apanhado sobre o desenvolvimento econômico e sobre as relações e condições de
trabalho até a época atual. Enfatiza as mudanças da produção para os serviços e a
predominância do trabalho intelectual sobre o trabalho manual, tudo atrelado à
mudança tecnológica.
No sexto capítulo, usando as concepções de Alvin Toffler, retrata as
transformações pós-modernas nos aspectos sócio-econômicos-políticos-culturais,
com ênfase nos culturais.
No sétimo capítulo, caracteriza a sociedade pós-industrial como uma
sociedade previdente e programada. Fala da pesquisa científica e sua importância
nos processos econômicos. Pontua a emergência da mídia e do marketing como
mediadores nos ciclos de giro do capital. Caracteriza as relações pós-industriais
como basicamente uma guerra entre empresas e propõe que, no futuro, na ausência
do trabalho como o conhecemos, o meio de sobrevivência dos pobres consistirá, por
exemplo, em prover audiência televisiva. Nisso tudo, embora acredite na decadência
dos conflitos de classe, aponta, com Alain Touraine, a divisão da sociedade em
'dirigentes', 'dominantes', 'defensivos' e 'propositivos'.
No oitavo capítulo, faz um resumo das características condicionantes da
sociedade pós-industrial. Aborda a globalização, o progressivo aumento do tempo
livre pelo desenvolvimento tecnológico e pela nova configuração do trabalho, a
intelectualização do trabalho, a subjetividade. Acrescenta às características
anteriores a questão da desestruturação tempo-espaço e o nomadismo geral na vida
contraposto a um sedentarismo nas ações diárias. No aspecto da razão, diz que a
sociedade pós-industrial tem como valores a emoção e a feminilidade características
de uma sociedade andrógina.
No nono capítulo, fala sobre o trabalho e propõe que, atualmente, reduzir para
uma carga de 5-6h/dia de trabalho não afetaria em nada a produção. Enfatiza os
aspectos culturais como condicionantes do maior tempo de permanência no
trabalho. Fala sobre o tele trabalho e, na questão do desemprego, advoga que
somente se reduzida a jornada para umas 3 horas/dia e implantada uma semana e
mês menor de trabalho, seriam criados novos empregos.

No décimo capítulo desenvolve o assunto do tele trabalho e da crescente
evolução tecnológica e suas implicações.
No décimo primeiro capítulo, fala sobre o futuro do trabalho, seu centramento
nas atividades intelectuais criativas e as condições necessárias para a sua
existência. Retoma os conceitos de ócio e ócio criativo e interpõe uma nova cultura
em detrimento da atual cultura empresarial que é autoritária e rígida.
No décimo segundo capítulo, aborda as transformações culturais por vir. fala
sobrea emergência da virtualidade e de um sujeito digital. Um sujeito que tende ao
ecletismo, a colagem, ao ecologismo, e que confunde tempo livre e trabalho,
masque vive, em geral da renda familiar.
No décimo terceiro capítulo, De Masi continua falando do futuro. Propõe que
devemos trabalhar baseados na 'solidariedade de estímulos criativos' ao invés do
trabalho como dever e que é importante projetar continuamente nossa existência.
Tece considerações de como será a sociedade no futuro considerando as palavraschaves de 'complexidade' e 'descontinuidade', aceitando a velocidade e aprendendo
a manejar o tempo.
No décimo quarto e último capítulo, De Masi aborda a criatividade e a
educação para a criatividade como motores das mudanças no trabalho e nos
processos organizacionais. Resume e aprofunda o entendimento sobre o ócio
criativo. Rejeita os modelos sociais existentes como inadequados, mas não propõe
concretamente uma alternativa. Finaliza falando sobre a ética do ócio como uma
filosofia de viver.

O mais interessante no texto é a proposta do autor para que não trabalhemos
como se estivéssemos carregando um fardo pesado, mas sim que o nosso trabalho
caminhe junto com o lazer e o estudo, com isso a leitura do texto é válida para nós
estudantes, no sentido de tentarmos mudar nossa concepção de trabalho e de vida.
Para aqueles que saíram a pouco do Ensino Médio, o texto é válido para fornecer
um novo modelo de trabalho, que será utilizado no futuro por eles. Para nós, que já
exercemos uma profissão e estamos em nosso segundo curso universitário, o texto
é extremamente importante, para que façamos uma revisão de nossos paradigmas e
uma reflexão em nossa maneira de agir atualmente, para poder obter mais
qualidade de vida e menos stress.


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