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Title: da14
Author: helder

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14 | 30 SET 2017 | SÁBADO

Região
das Beiras

“Pedro e o Lobo” no Museu de Santa Maria de Lamas
De 2 a 31 de Outubro, o Serviço Educativo do Museu de Santa Maria
de Lamas convida crianças e famílias a assistirem à aventura musical
“Pedro e o Lobo”, de Prokofiev, sob a forma de Teatro de Sombras.

Castro de Romariz espera
por fundos europeus
Santa Maria da Feira Projecto acordado entre a Câmara Municipal e a associação
“Voltado a Poente” visa inserir o sítio nas rotas da arqueologia. Vereador espera
ver a obra no terreno em 2018
D.R.

Alberto Oliveira e Silva
O Castro de Romariz ainda
aguarda que se concretize o financiamento para o projecto
de infra-estruturação e dinamização deste sítio arqueológico - situado na freguesia de
Romariz, concelho de Santa
Maria da Feira - que integra a
Rede de Castros do Noroeste
Peninsular. Gil Ferreira, vereador da Cultura, Turismo, Biblioteca e Museus da autarquia
santamariana, disse ao Diário
de Aveiro que tem “a expectativa” de que ainda durante o
corrente ano fiquem concluídos os projectos de todas as
acções previstas, “ou, pelo menos, de grande parte delas”,
para que seja possível lançar
“os procedimentos de contratação”para as obras no terreno.
“Mas o prazo de dois anos
para cumprir o caderno de encargos determinado pelo Ministério da Cultura já terminou”, avisou Vital Santos, o presidente da “Voltado a Poente –
Associação Cultural” (VaP),
parceira da Câmara, certo, porém, de que há que continuar
a ter “paciência e determinação”, visando levar o bom
porto este projecto.
O plano definido prevê a
criação de um Centro Informativo (CI), uma empreitada
de remoção de entulhos, a consolidação de estruturas, a in-

fra-estruturação e a aquisição
de terrenos. Inclui a necessidade de acções promocionais
que levem pessoas ao sítio arqueológico.
“Está previsto no orçamento
de 2017 desta autarquia e certamente irá manter-se para
2018”, salientou o vereador.
Gil Ferreira vincou a importância deste activo arqueológico para o município, assinalando que, “ao longo de quatro
anos de governação autárquica”, o Executivo municipal
“inscreveu o projecto de qualificação, promoção e valorização do Castro de Romariz
com dotação orçamental real
no plano e orçamento”.

Plano prevê a criação
de um Centro
Informativo,
a consolidação
de estruturas e a
aquisição de terrenos,
entre outras acções

O evento “Regresso às Origens” ocupa o Castro num fim-de-semana de Setembro

Assinatura de outros tempos
O Castro de Romariz apresenta vestígios da vida do
povo designado por “Túrdulos Velhos”, que aí habitou entre o século V antes
de Cristo e o Século Primeiro da Era Cristã. Dá para
ver partes das suas casas
circulares, assim como
parte das muralhas que
existiam para proteger o
povoado.
No Século I Antes de Cristo
chegaram os romanos, que,
não tendo destruído aquele
modo de vida, o influencia-

ram. Foram, então, edificadas casa maiores, quadradas e rectangulares, dotadas de várias divisões, que
passaram a coexistir com as
habitações dos Túrdulos
Velhos. O abandono do Castro terá começado no Primeiro Século da Era Cristã,
quando, de forma pacífica –
não foram encontrados
muitos utensílios, sinais de
fuga, e provas de grandes
destruições -, aqueles povos
foram viver para as planícies da região.

Os vestígios do antigo povoado foram descobertos
em 1843, por um agricultor
local que andava a cortar
mato. Datam de 1940 as primeiras escavações, fruto do
labor do pároco da terra e
do Museu de Aveiro. Após
longa paragem, as escavações foram retomadas na
década de 80 do século
passado. Em 2011, arqueólogos da Universidade do
Porto foram dirigidos pelos
professores Armando Coelho e Rui Centeno. |

Deu nota de que foi feita uma
primeira candidatura a financiamento comunitário, “que infelizmente não teve aprovação”.
A três dimensões
Na expectativa de poder oferecer à região e a turistas um
Castro devidamente infra-estruturado e acompanhado por
um CI, Vital Santos sublinhou
que urge pensar, até, numa intervenção mais estratégica que
amplie a área de escavações.
“A parte escavada é apenas um
terço de todo o povoado”, vincou o dirigente da VaP.
Vital Santos enfatizou ainda
que instalar um Centro Informativo na sede da Associação
apenas fará sentido quando o
espaço das ruínas estiver devidamente limpo e com estruturas que ajudem os visitantes

a interpretar o que estarão a
ver.
Pedro Silva, jovem arqueólogo que tem trabalhado em
Romariz, já estruturou uma
ferramenta tecnológica, que
virá reforçar o plano de dinamização: o “Castro de Romariz
3D”, plataforma digital, através
da qual, numa espécie de “jogo
de computador”, será possível
visitar o povoado tal como se
apresentava em tempos muito
antigos [ver caixa].
“A ideia era fazer algo de
novo”, acentuou, realçando que
fez a modelação a três dimensões (3D) baseando-se “em fontes diversas”, concretamente
em arqueólogos e na História
da Cultura Castreja. Começou
por modelar as ruínas a partir
de desenho informático e de
trabalhos de topografia.
Já antevê o seu jogo/plataforma “disponível para a população da freguesia, em especial para os mais mais novos, mas também para o concelho e a região. “O dever de
um arqueólogo é partilhar conhecimento”. Académico com
mestrado feito na Universidade do Porto e doutoramento
em curso na Universidade de
Basileia, Pedro Silva deu conta
do “interesse” demonstrado
pela instituição suíça em fazer
escavações em Romariz. E sonha com a realização de “um
congresso internacional”, que
insira esta Castro feirense no
debate geral dos temas de arqueologia.
No início de 2015 a Câmara
Municipal de Santa Maria da
Feira e a “Voltado a Poente”assinaram um protocolo, que, nomeadamente, garante apoio e
formação aos elementos da Associação Cultural, através do
trabalho de técnicos do Museu
Convento dos Lóios, visando o
desenvolvimento do Castro. |


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