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LARISSA RODRIGUES G2 MIOLO 2 .pdf



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LANÇAMENTO alien

Vinte Minutos e V

Conheça o novo livro da editora Alien, sobre a busca de um pintor por
inspiração. Vinte minutos e V aborda temas atuais, como o relacionamento
homoafetivo e questões clássicas sobre o papel da arte na sociedade.
Vinte Minutos e V conta a história de Jeon Jeongguk, um pintor
sul-coreano, jovem, bonito e de
sucesso. É ele próprio quem narra
sua história, num tom por vezes
irônico e reclamão, mas muitas vezes inspirado. Jeongguk, que usa o
pseudônimo de Seagull, aproveita
as páginas do livro para conversar
com o leitor, apresentar dilemas de
sua profissão e de como entende a
arte.
O livro começa com o personagem principal imerso num terrível
bloqueio criativo, o maior de sua
carreira. Segundo ele, nenhuma
de suas nove musas gregas está
“fazendo efeito” em sua busca por
inspiração, então o pintor vai procurar sua décima musa. E assim,
conhece V.
Os vinte minutos do título se referem aos primeiros vinte minutos
da manhã, quando o sol nasce. O
narrador conta que, em seu longo e
torturante bloqueiro criativo, passa a acordar bem cedo de manhã, a
fim de ver o nascer solar. Segundo
Seagull, esses são os únicos minutos do dia em que se sente um verdadeiro artista.

2

“A gente tenta todo o tipo
de maluquice quando está
tendo um tempo longo o
suficiente em abstinência
de inspiração artística. Eu
comecei a acordar cedo pra
cacete, umas três e meia ou
quatro horas da manhã,
porque queria ver o nascer
do sol. É um troço bonito,
o céu negro e profundo se
abrindo em pétalas azuis,
alaranjadas, lilás, cor de
rosa, carmesim. É diferente
a cada manhã e dura quase nada. Eu estava acordando todo dia de madrugada feito um mendigo, só
por aqueles míseros vinte
minutos (quando muito!)
em que eu podia ser preenchido pelas nuvens compridas e acinzentadas, se
espalhando feito um mapa
mundi no infinito de cores
pastéis.”

A autora Larissa Rodrigues faz um
contraponto entre o artista e sua
musa, apresentando duas visões
diferentes do mundo da arte e nos
fazendo pensar sobre questões que
assombraram desde Platão, Nietzsche, Walter Benjamin e Adorno e
Horkheimer. O leitor não precisa,
necessariamente, concordar com a
opinião de V ou Seagull, mas é um
livro para pensar sobre o espaço
da obra de arte na atualidade e o
papel do artista na sociedade pós-moderna.



— Mas você não é um
simples mortal, Seagull, e não
precisa se limitar à simples
telas de tecido. – disse V, os
olhos vulpíneos me encarando
com tédio. – Se outra pessoa
escalasse aquele andaime sem
permissão e pintasse qualquer
coisa no outdoor, ainda que
fosse alguma expressão artística maravilhosa feita por um
ninguém desconhecido, a coisa
seria vista como invasão e o artista seria tachado de vândalo.

Não pensariam duas vezes antes de cobrir a obra com um
anúncio publicitário de fast
food, e crítico de arte nenhum
chegaria a colocar os olhos na
pintura e reconhecer sua genialidade, por mais original
que fosse. Só a sua assinatura
já vale mais que a obra prima de um zé ninguém, porque
na verdade os especialistas da
arte não estão nem um pouco
interessados nas técnicas de
claro-escuro ou em pinceladas
curtas e longas. Eles estão cagando pra essas coisas. Só se
interessam mesmo por aquele
pequeno pedacinho no canto
do quadro, as últimas pinceladas, a assinatura. E a sua,
Jeon Jeongguk, não precisa pa-

gar por um espaço no outdoor,
e provavelmente vai acabar em
algum leilão milionário.
V falava um monte de baboseira desse tipo, afirmações
que fariam dele chacota em
qualquer conversinha fútil de
galeria ou num simpósio sobre
arte. Ele englobava os críticos,
os acadêmicos e os estudiosos
em uma mesma massa estereotipada do conhecido “empresário da arte”, o capitalista
que não estava nem aí para as
obras geniais, mas muito mais
preocupado com seu leilão de
elite.

impensada e burra, para mim
V soava como uma criança
sincera e sem filtros, despreocupado ao atestar suas verdades perigosas e ignorante dos
absurdos que proferia, sem
nem sombra de peso na consciência.



Toda a questão serve de contexto durante a história, que se passa
principalmente no ateliê de Seagull e dentro de sua caminhonete – já que V está constantemente
insistindo para que os dois dêem
passeios. O leitor acompanha os
passos do pintor e a forma como
gradualmente ele se envolve com
Enquanto para a maior parte sua musa, num romance que desde
do meu círculo de conhecidos o início promete não ter nada para
aquilo fosse soar como heresia dar certo.

3

Literatura de bolso
para degustar

perdi dez por cento (no mínimo)
da coisa que havia me feito deixar
os lençóis no meio do breu noturno. Que chicletinho desgraçado!

Um trecho do livro “Vinte Minutos e V”, da
autora Larissa Rodrigues, em que o narrador se
depara pela primeira vez com seu par romântico
da trama, o modelo V.



Alguma porcaria de chiclete lado para o outro e quadros que eu
estava grudado na sola das minhas detesto dependurados nas paredes.
botas.
As pessoas pensam, eu acho, que
só porque sou pintor, gosto de gaEu tinha acordado cedo, de novo, nhar quadros de presente. De onde
em busca dos meus vinte minutos tiraram essa baboseira? Você daria
milagrosos de todas as manhãs, o sapatos de presente a um sapateiúnico momento em que eu conse- ro? Ora, claro que não. Se eu quiguia me sentir completo, feito um sesse novos quadros os pintava eu
artista de novo.
mesmo, ou compraria algum que
realmente gostasse. Mas não, miDevia ser uma três e meia quando nha casa de verdade estava cheia de
eu acordei. Ia ter que esperar um quadros que eu não pintei, exposbocado de tempo ainda, até que os tos sobre o papel de parede, como
tons começassem a mudar, quando manda as anciãs regras de etiqueta.
o profundo negro se dissolvia em
um tedioso azul antes de se abrir Não tinha o hábito de ficar muito
na minha paleta de cores mágica. por lá. Às vezes ia, à tarde, para
Eu sabia que não ia mais conseguir algum encontro ou visita. Mal sadormir então resolvi por me levan- biam meus visitantes que eu mestar logo de uma vez.
mo era um hóspede naquela casa
Eu tinha dormido no ateliê, outra tão enorme e cheia de tralha morvez. Não devia ficar fazendo isso ta. Não tinha porcaria nenhuma de
toda hora, mas o ateliê parecia vida naquele lugar onde eu pudesse
muito mais a minha casa do que a me inspirar, e me deixava sufocado
minha própria casa, cheia de tra- como uma cela particular no inferlhas inúteis e luxuosas, que mais no. E não dava pra ver o nascer do
agradavam aos outros do que a sol.
mim mesmo. Minha casa de verdade estava irritantemente sempre Do ateliê, sim. É longe de tudo, micheia com empregados indo de um nha cabaninha simpática de ma-

4

deira. Se ergue bem na ponta de
uma colina, onde costumam ficar
as casas nos livros infantis. De lá,
também como nos livretinhos infantis, dá pra ver o mar, alguns barquinhos de pescadores, e o céu até
onde o horizonte permite.
Foi logo antes do meu espetáculo
diário começar, o único show que
realmente me interessava, que eu
notei que meus pés estavam grudando no chão de forma odiosa e
bufei de raiva ao constatar que tinha a merda de um chiclete colado
na minha bota. Argh, troço nojento. Um combo de saliva alheia com
corantes artificiais e sujeira da rua.
Me distraí com aquele incômodo
durante alguns minutos e saí pra
tirar a bota, mas quando eu voltei
fiquei ainda mais irritado. Quando
voltei, tinha perdido parte do meu
espetáculo diário. Pelas cores que
brilhavam no céu, um azul claro
infantil e nuvens com reflexos cor
de rosa alaranjado, fiz as contas
que devia ter perdido uns dois minutos do show todo. Dois malditos
minutos! O tempo máximo eram
vinte, isso num dia bom, então eu

Aquilo acabou com a droga do
meu humor, e mesmo que tivesse
tentado aproveitar o restante do
nascer solar, não me deixei abstrair
do mundo real e afundar nas profundezas do subconsciente como
costumava fazer. A raiva da maldita goma de mascar, somada a raiva de mim mesmo por me deixar
ser distraído com aquela bobagem,
fez com que eu assistisse as cores
se fundindo no céu, não como um
artista em seu momento de inspiração, mas como um reles idiota,
uma dessas pessoas que só existem,
e meu espetáculo milagroso de todas as manhãs se desenrolou em
preto e branco perante meus olhos
vazios.
E pouco depois do inevitável fim,
quando faltavam vinte e três horas
e trinta estúpidos minutos até que
eu pudesse vislumbrar de novo o
meu show matinal, a campainha
tocou.
Merda, quem toca a campainha
dos outros às seis da manhã? Minha raiva se aflorou e eu fiquei ainda mais irritadiço. Poucas pessoas
tinham o endereço do meu ateliê, e
eu gostava de manter as coisas assim. Era provavelmente um idiota
de um guarda florestal da região,
com o uniforme desbotado, perguntando se eu tinha visto algum
trilheiro perdido ou um bicho solto
no mato. Não seria a primeira vez.
Calçado apenas com meias, preci-

sei saltar os pregos soltos do assoalho velho (esse era o motivo pelo
qual eu andava de botas dentro do
ateliê) até chegar a porta de entrada. Eu não tinha a porcaria de um
olho mágico na minha humilde
cabana, e por um segundo pensei
que podia ser um assassino sanguinário e aquele era meu último
minuto de vida, logo depois de ter
perdido meu encantador raiar do
dia. Amaldiçoei a merda do chiclete de novo.

orelha como estrelas persistentes
no céu do amanhecer, aquelas teimosas, que recusam se despedir
do calor solar. E os olhos, nossa.
Os olhos dele flamejavam em chamas quentes e castanhas, como se
tivessem roubado todo o calor do
mundo só para si. Os olhos não
estavam na minha visão diária da
aurora, mas eram a adição perfeita
e a tradução literal de tudo o que eu
andava procurando durante meu
perverso bloqueio criativo. Eu vi,
dentro daqueles olhos estrelados,
Abri a porta, conformado com mi- todas as obras fantásticas que eu
nha possível morte, e meus múscu- ainda viria a produzir.
los congelaram ao encarar a revelação que eu encontrei parada ao Tudo isso se passou em apenas allado de fora.
guns segundos, e é uma descrição
superficial se comparada ao verEra o próprio despertar da auro- dadeiro sentimento daquele mora. O sangue parou de correr nas mento que foi simultaneamente
minhas veias, tomando seu tempo pacificador e inquietante. Então,
para absorver o espetáculo. Aqui- do nada, quadros e esculturas colo que eu havia acabado de perder, meçaram a se empilhar na minha
bem ali na minha frente, e todas cabeça e eu senti que alguma parte
as coisas fúteis simplesmente de- do meu corpo tinha sido amputasapareceram. O guarda florestal, o da até notar que não segurava um
assassino e o maldito chiclete na pincel.
minha bota. Era ainda mais vivo
que o próprio céu matutino, todas — Seagull.
as cores fundidas e emboladas, os — V.
cabelos desbotados em tons pastéis
de rosa, vermelho e laranja, a pele Só V. O valioso, o volúvel, o mais
dourada reluzindo feito o próprio vivo ser humano em que já colosol. Ele levantou as espessas so- quei os olhos. Apenas, V. ”
brancelhas castanhas, numa singela expressão de surpresa e satisfação, e abriu um sorriso que não
tinha forma definida, que não era
retangular ou quadrado ou ovalado, mas que me atingiu no mais
profundo da alma artística. Os lábios dele eram cor de cereja e três
brincos brilhavam no lóbulo da

5

Crítica jovem

de velhos clássicos

A nova tradução da Ilíada de Homero em verso
(como no original grego) foi pensada para
instigar jovens leitores à descobrirem o
encantamento das aventuras do herói Aquiles
durante a Guerra de Tróia.
As expressões “calcanhar de Aquiles” ou “presente de grego” estão
incorporadas ao linguajar coloquial, mas poucos sabem de onde
elas advém. Muitos dos costumes
ocidentais são heranças diretas
da Ilíada de Homero, clássico que
o autor narra, em poesia épica, as
proezas de Aquiles e outros muitos
heróis, que ocorreram no último
ano da famosa guerra de Tróia.

Um leitor vive mil vidas antes de morrer,
o homem que nunca lê vive apenas uma.
(21) 2001 5777
Av. Alm. Ari Parreiras, 90 - Rio de Janeiro

Hoje, sabe-se através da arqueologia que os relatos da Ilíada ultrapassam a ficção e entram no
campo histórico. Seriam a única
herança da época que ficou conhecida como Era Micênica, repleta de
grandes reis, nobres e riquezas, e,
portanto lida e estudada por historiadores, filósofos e literários até os
dias atuais. Mas esse não é o único motivo pelo qual a leitura é cativante. A narração se dá em uma
aventura cativante recheada de divindades e cenas de guerras, e não
se distancia dos best-sellers que esvaziam as prateleiras.

Homero narra em 24 cantos, (chamados assim porque eram cantados por poetas, já que não havia
escrita) as aventuras de Aquiles, filho de um mortal e uma deusa cujo
destino escolhido pelos divinos é
o de assegurar a vitória dos gregos
na guerra de Tróia, mas morrer em
solo estrangeiro. Apesar de composta no século VIII a.C, ela conta com características narrativas
como o “ponto de virada”, a katábasis do herói, e a siwmetria épica
que mais tarde influenciarão as tragédias e por consequência, a literatura e o cinema ocidental.

A tradução de Carlos Alberto Nunes mantém o formato em versos,
mas substitui os versos homéricos
por versos livres, o que possibilita mais fidelidade ao conteúdo,
já que a forma é mais plástica. O
tradutor procura manter um ritmo de leitura, o que dá fluidez ao
texto, que apesar de denso e com
um vocabulário intricado, mantém
a beleza da poesia épica. A edição
também conta com um apêndice
que cataloga os principais heróis e
divindades, para o leitor que nunca
teve contato com a cultura clássica
greco-latina.
Entre as edições disponíveis desse clássico da literatura ocidental
existem opções em verso – como
a original grega – em prosa e até
mesmo infantis e ilustradas. Vai do
gosto e objetivo do leitor escolher
aquela que atende suas necessidades.

7

CartaEspecial
do Leitor
Incógnito

em meio à história. O Jeongguk se
deixando ficar encharcado com a
chuva foi tão poético, e me lembrou muito uma frase que certa
vez usei de base para escrever uma
drabble justamente sobre tomar
um banho de chuva, que diz assim:
"Algumas pessoas sentem a chuva,
outras apenas se molham".

Cartas selecionadas por Noona, autora de “Incógnito”
Não pude deixar de comentar dessa vez, simplesmente não dá pra
passar e agir como leitora fantasma depois de um capítulo desses.
Morro de orgulho de Incógnito de
uma forma que ninguém nesse site
ou em outros tem noção. A forma
como você desenvolve tudo de forma calma, como tudo tem que ser,
fazendo jus a realidade, é incrível.
Eu consigo sentir as personagens,
consigo fazer parte do mundo delas, sem ao menos perceber que de
fato não estou lá, mas sim lendo
por um aplicativo de celular ou um
site do computador. Sabe o quanto é difícil fazer seus leitores se
sentirem dentro da história? Você
consegue isso com uma perfeição
absurda.
Não consigo não olhar para Incógnito e pensar "puta merda, essa é a
melhor estória que já li" porque, de
fato, é a melhor em todos os sentidos possíveis e plausíveis.

das histórias mais belas que já li.
Sobre esse capítulo e a forma como
você construiu essa situação com
o Jeongguk nem tenho o que falar,
só tenho a dizer que me encontro
extremamente orgulhosa de você
e de como abordou isso de forma
realista. Eu lembro quando me encontrei na mesma situação e consegui identificar total a eu de anos
atrás com esse Jeon totalmente perdido sobre quem ele realmente é e
seus sentimentos. Você conseguiu
captar exatamente tudo o que sentimos quando a ficha cai e nosso
cérebro entra em pane sobre tudo
o que somos e sentimos. Esse capítulo me fez sentir inúmeras coisas,
mas a agonia se fez presente em
cada palavra lida porque me senti
no lugar do Jeongguk, explorando
o novo que acabou por vir a tona.
Senti a agonia dele de não conseguir colocar os sentimentos pra
fora de uma vez. Senti o "gostar"
dele pelo Taehyung e, mesmo que
Até hoje me pergunto como dia- todo o pov seja concentrado nele,
bos você conseguiu transformar ainda consegui sentir os sentimenum plot tão clichê e simples em tos do Taehyung vivos, como se eu
algo tão bonito e fascinante. É im- pudesse ler ele de alguma forma.
possível não se apaixonar por cada
pedacinho da sua história. Eu me Orgulho, é a palavra que pode me
apaixonei por tudo: escrita, perso- resumir mais brevemente possível
nagens, enredo, plot... Tudo o que agora – medo também, principalestá ai dentro fez com que eu me mente sobre o que vai acontecer de
encantasse e fizesse parte de uma agora em diante. Continue assim,

8

vou estar aqui sempre aguardando
mais e mais.

Por Joengguk
Está decretado: Ler um capítulo
novo e fresquinho de Incógnito
é o melhor remédio para acalmar
mentes revoltas e almas entristecidas. Além de, também, curar doenças físicas. Porque ó, nem lembro
mais o que era a dor que eu estava
sentindo até pouco antes de saborear essa delícia de capítulo. Sua escrita é uma cura milagrosa, Noona.
Acho que, até agora, esse capítulo
é o mais lindo que já li. Claro que
teve toda a confusão em que o Jungkook iria se meter por ser lá esse
jovem sem nenhum espírito de
mansidão e temperança que conhecemos bem, mas é que, a partir
do momento em que começou a
narrar a cena do pátio, eu mergulhei tão profundamente em cada
detalhe que foi citado, que tudo ao
meu redor pareceu parar. Nossa,
foi lindo.
E ainda tem o final, que foi, definitivamente, o que me fez me perder

de Incógnito explodir (porque a
de Hipnosis já explodiu e o estrago
em mim foi grande, viu?).

Parabéns por este incrível capítulo. Obrigada por se dedicar tanto
para nos apresentar o melhor do
seu trabalho, por ser tão atenciosa
conosco, e por nos dar a honra de incrível, Incógnito me fez perceber
poder ler esta maravilhosa história. que você é a minha autora favorita
Não há nada mais calmo e revigode taekook. Graças a Deus você é
rante que parar em meio à chuva e Que nunca falte inspiração e âni- taekooka amém jesus!
sentir as gotas cristalinas que caem mo em ti para continuar com esse
do céu, lavar sua alma. Traz um sen- seu trabalho magnífico!
Incógnito é suave. Me deixa com
timento de paz e tranquilidade tão
uma sensação de abraço toda vez
grande... E enquanto o Jungkook Por MinMei
que eu acabo de ler um capítulo. E
narrava aquela cena, foi como se eu
também é muito profundo porque
quem estivesse lá. Como se aquela
os sentimentos dos taekook são
chuva estivesse caindo sobre mim,
muito de verdade, reais, humanos.
mesmo que sem nem me molhar
Ao mesmo tempo, é tudo tão fofo!
de verdade...
Daquele tipo de fofo que você viaja
Antes de terminar meu comentário, eu queria muito fazer uma pergunta (mesmo sabendo que você
não irá/poderá responder diretamente, afinal, se for verdade, vai
estragar toda a surpresa): O Jimin
está agindo todo estranho assim,
falando aquelas coisas de antes sobre o Kook estar indo longe demais,
fechando a cara quando põem os
nomes Taehyung e Jungkook na
mesma frase, porque está com ciúmes? Meu Deus, o Jimin gosta do
Kook? Está me parecendo isso, e
socorro, isso não pode ser verdade!
Cada dia que passa me sinto mais
e mais viciada em tua escrita, em
tuas histórias, em tudo que envolva
você. Você é maravilhosa! Mal posso esperar para ler o próximo capítulo. As coisas estão ficando cada
vez mais intensas e não sei se vou
aguentar quando a bomba-relógio

pra fora da realidade, e isso alivia
qualquer dor mental de um dos
meus dias exaustivos.
Enfim, eu só queria te dizer o quanto eu te admiro. Pela sua delicadeza
e simplicidade no jeito de escrever.
Noonaaaa, eu gosto muito de você!
Eu sempre sinto muito amor jorVirei sua fã mesmo, mesmo. Já li
rando dos seus personagens, é tão
quase tudo o que você publicou
bom de ver eles existindo!
por aqui e tô apaixonadíssima pelo
jeito que você usa as palavras. Eu
Obrigada por escrever. E obrigada
sinto muito por não ser do tipo de
duplo por ter insistido nesse capíleitora que vive comentando, eu
tulo, que ficou muito bom! Eu enqueria. Mas eu sou muito coisada
tendo que as vezes escrever não é
quando se trata de socializar, mestão simples quanto parece pra genmo por trás de um perfil anônimo.
te, que ganha o capítulo prontinho.
Então é bem raro quando eu dou
Então, obrigada pela dedicação.
as caras. Isso quer dizer que sua
Como sempre, tô muito ansiosa
escrita, principalmente em Incógpelo próximo capítulo! Espero ponito, é muito importante pra mim,
der comentar mais!
a ponto de me fazer sentir como
Beijos mil <3
se fosse um crime se eu não viesse
aqui dizer o quanto eu gosto dessa
história tão linda. Se eu já te achava Por Vkookisfood

9

dose diária

de literatura

Selecionamos os melhores contos e drabbles da editora
Alien para que você possa ler naquele tempinho breve do
intervalo de almoço.

Contos são uma opção razoável
para quem não tem tempo de ingressar num romance. Mesmo com
a rotina apertada, o trabalho ou
estudo, é importante (e agradável)
colocar uma pitada de literatura
em sua vida.
Para aqueles que, ao tocarem num
romance não conseguem mais soltar, e ficam presos na narrativa até
que ela chegue ao fim, os contos
vêm a calhar na escolha. Em meia
hora ou até menos, uma história se
fecha – às vezes apenas uma cena,
como os contos de Clarice Lispector, que nos deixam dar uma espiada no cotidiano comum da classe
média brasileira. Ou um conto
completo em si mesmo, como é o

10

caso de Machado de Assis, em suas
anedotas repletas de tons irônicos.
Seja lá qual estilo você prefere, a internet está repleta de opções. Aqui,
selecionamos algumas delas para
que você recheie seu dia com uma
dose de literatura.

Como contar um conto?
Para escrever um conto, devese ter em mente que menos é
mais. O conto gira em torno
do número UM. Uma linha
narrativa, um conflito, um
núcleo de personagens, um
desfecho.
O conto deve ter princípio,
meio e fim: escolha seus
personagens, conflito e
desfecho. Seja prático.
Você precisa ter em mente
que cada cena tem função
primordial dentro da
narrativa: contribuir para
chegar ao desfecho.

No Escolar
Por: Noona

Este conto narra a amizade inocente de duas crianças: um garoto de 6 anos, e outro de 8, que se
encontram todos os dias dentro
do ônibus escolar, a caminho do
colégio.
Um deles é incapaz de falar, e os
dois precisam encontrar uma

nova forma de comunicação, que
os aproxima até que se tornem
melhores amigos.
No Escolar é um retrato singelo
da infância, das dificuldades de se
sentir pequeno em relação ao resto do mundo e a sensação infantil
de ser incompreendido.

Tempo de leitura: de 20 à 30 minutos
Gênero: Ficção, Literatura Infanto-juvenil
Indicado pela leitora Tamagotchi20

“Escolhi essa história porque ela é deliciosa de se ler. É quase como se eu sentisse a doçura dela se espalhar por minhas papilas gustativas. Muito profunda e bem inocente do jeitinho que a gente gosta, sem
falar que enquanto eu lia me bateu uma saudade gostosa dos tempos da escola…”
Uma história peculiar, num universo ficcional em que todos têm sua
alma gêmea predestinada. No inicio da adolescência, uma tatuagem
no pulso revela o nome daquele
que é seu par no mundo, e basta a
pessoa encontrar seu destino.
Neste conto, a ideia de “alma gêmea” é colocada em xeque quando
um garoto se apaixona por outro:
um que não tem nome nenhum
gravado no pulso. O protagonista
desse conto se nega a aceitar seu
destino, e procura um meio de mudar a ordem natural do universo.

Regra da Exceção
Por: JJGGUK

Tempo de leitura: 30 minutos
Gênero: Ficção, Romance
Indicado pela leitora Eratos
“Quando li este conto, desejei com todas as minhas forças que
fosse mais longo. Além da escrita leve e divertida, a autora tem a
capacidade de brincar com as expressões, com o hábito do personagem de fazer palavras-cruzadas. O enredo, apesar de fantasioso, carrega uma critica séria. É um conto que te deixa com vontade de reler infinitas vezes.”

O Espaço entre Nós

Tempo de leitura: 2 minutos
Gênero: Drabble, Lírico
Indicado pela equipe Alien

Especializada em Drabbles, gênero
de contos com exatamente 100
palavras, a autora MinMei tem a
capacidade de encantar sem gastar
caracteres. Nessa drabble, ela

utiliza sua linguagem lírica para
nos mostrar que nem sempre as
galáxias estão assim tão distantes
de nós.

Por: MinMei

“MinMei tem um talento incrível para resumir os desafios e mistérios da vida e da alma humana”

11

De escritor para autor

Construindo
personagens

Pessoas são complexas – dentro e fora da ficção. Minha dica
de hoje é: não deixe seus personagens rasos. Você precisa
fazer o leitor acreditar neles, fazer com que se identifiquem.
Para isso, é preciso planejamento.

Características físicas

pode andar olhando para o chão,
ter uma mania de estar sempre
com as mãos nos bolsos, ou coçar
a testa o tempo todo, por exemplo.
Esse tipo de característica deixa
transparecer muito da personalidade, então você não vai precisar
ficar descrevendo cada mínimo
detalhe, porque o leitor vai entender pela própria linguagem corporal dele. Se ele anda acuado passa a
imagem de ser uma pessoa tímida
ou insegura, se tem mania de morder a ponta do lápis ou da caneta,
passa a impressão de ser alguém
ansioso. Cada uma dessas coisinhas pequenas vai contribuir para
que seu personagem se torne verdadeiro aos olhos do leitor.

É importante descrever como seu
personagem é fisicamente – e, melhor ainda, como o narrador que
você escolheu o vê.
Aconselho se atentar a detalhes
que deixam seu personagem interessante, que o diferenciam das outras pessoas, coisas que chamam a
atenção. A forma de se vestir, por
exemplo, pode dizer muito sobre
uma pessoa. Pode ser uma boa
ideia comentar sobre um brinco
diferentão, uma personagem que
sempre usa cores berrantes de esmalte ou alguém que tem uma mania de só vestir camisas brancas.
Mas cuidado! Não recomendo passar parágrafos descrevendo cada
peça de roupa do seu personagem
toda vez que muda de look. Pense Características psicológicas
naquilo que vai revelar algo ao seu Aqui se concentra o básico – o que a
leitor ou fazer diferença no enredo. maioria dos autores pensa quando
vai desenvolver um personagem.
Se ele é introvertido ou extroverCaracterísticas
tido, tranquilão ou esquentadinho,
comportamentais
deprimido ou alegre, etc.
Além disso, é essencial contar seus
É importante pensar nisso, mas
trejeitos, como ele se porta – ele

podemos dar um passo além. Pense em como as pessoas veem você e
em como você enxerga a si mesmo,
e tenho certeza de que haverá diferença. Nos personagens, acontece
o mesmo. Pense naquilo que você
quer revelar ao leitor e no que quer
esconder, e isso pode deixar seu
personagem mais interessante.
O personagem deve evoluir (ou
regredir) com os acontecimentos
da trama. Seu herói, o personagem
principal, provavelmente vai passar
por grandes dificuldades, conflitos
éticos ou desilusões amorosas. Essas coisas mudam as pessoas, de
algum jeito. Talvez alguém parta
o coração do seu protagonista, e
ele se torne uma pessoa mais cética, dura. Talvez a morte de algum
parente próximo possa fazer com
que o personagem veja o mundo
de uma maneira mais otimista, que
ele queira aproveitar cada segundo que lhe resta. O leitor gosta de
acompanhar essa evolução do personagem, então sugiro pensar cuidadosamente sobre o assunto.

Características do diálogo

Por falta de termo melhor, chamo
de características do diálogo a forma como o seu personagem se comunica.
Isso é algo que poucos autores dão
atenção, mas pode fazer uma diferença enorme e ajudar muito na
hora de escrever!
Seu personagem usa gírias? Ele fala
palavrões? Ou talvez seja um cara
super eloquente, que tem uma resposta pra tudo na ponta da língua?
Quando você começar a escrever
diálogos, vai perceber que pensar
nisso ajuda. Você vai economizar
um bocado de travessões e não vai
precisar de tantos verbos introdutórios de um diálogo. Melhor dizendo, se a fala do seu personagem
for característica marcante, você
não vai precisar pontuar toda frase
com “Fulano disse”, “perguntou Ciclano”, “respondeu Beltrano”. O seu
leitor é esperto. Se seu personagem
usa o termo “ai caramba” o tempo
todo, você pode economizar muitas palavras desnecessárias com
apenas um “ai caramba”.
Além disso, a forma de se comunicar diz muito sobre uma pessoa,
em diversas esferas. Por exemplo:
um personagem que fala na hora
errada o tempo todo, cuja língua
atropela os pensamentos, e que
acaba dizendo coisas das quais se
arrepende depois, demonstra uma
pessoa impulsiva, que pensa pouco. O personagem age primeiro
pra depois pensar no assunto. Você
não precisa falar isso, mas o leitor
vai pescar sozinho apenas pelas características do diálogo.

Experiências passadas

Nossa personalidade está em constante construção. É uma mistura
das nossas relações, de tudo o que
já passamos, das coisas que vimos,
lemos, experimentamos. Com os
personagens, acontece exatamente
da mesma forma.
No primeiro capítulo, seu protagonista já viveu um montão de coisas
– e você precisa saber quais são essas coisas. Pelo menos as mais importantes.
Como foi a infância do seu personagem? Ele sofreu bullying, ou era
super popular, ou foi educado pela
avó, não sei. Ele pode ter tido uma
lista imensa de ex-namoradas, ou
nunca ter se apaixonado na vida.
Quem sabe, foi abandonado no altar e está desiludido com o amor?
Você decide, mas é importante que
pense nisso. Todas essas coisas vão
influenciar na pessoa que ele é. É
bom imaginar as vivências que levaram o personagem até ali: o início da história.

FUJA DO “out of character”

Não seja preguiçoso com seus personagens! São eles quem vão deixar
as coisas interessantes na sua história e incomoda o leitor quando um
personagem muda completamente
seu jeito, sem dar explicações. É o
famoso “OOC” ou “out of character” – no bom português: “fora do
personagem”.
Cair no OOC é o pesadelo de qualquer autor. Deve-se pensar muito
ao construir um personagem. Se
o seu personagem fizer uma coisa
completamente contraditória, que
não condiz em nada com nenhum
aspecto da personalidade que você
deu à ele, o leitor vai perceber. Mais
do que isso, ele vai se sentir decepcionado e tapeado.
Você não quer fazer o leitor de
trouxa. Não menospreze a inteligência dele. A partir do momento
que seu personagem ganha vida,
faça jus à criatura que você construiu. Os acontecimentos precisam
ter coerência e verossimilhança, ou
não vai funcionar. Fazer com que o
seu personagem fique OOC acaba
com praticamente todo o trabalho
que você teve até ali. O leitor não
vai mais acreditar naquele personagem, e isso é uma coisa praticamente impossível de se corrigir
depois. Editar uma frase mal formulada ou um errinho de digitação é fácil, mas reconquistar a confiança do leitor é quase impossível.


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