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Festas de Orgia para Homens territorios .pdf



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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA

VICTOR HUGO DE SOUZA BARRETO

FESTAS DE ORGIA PARA HOMENS: TERRITÓRIOS DE INTENSIDADE E
SOCIALIDADE MASCULINA

NITERÓI
2016

1

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA

VICTOR HUGO DE SOUZA BARRETO

FESTAS DE ORGIA PARA HOMENS: TERRITÓRIOS DE INTENSIDADE E
SOCIALIDADE MASCULINA

Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em
Antropologia da Universidade Federal Fluminense, como
requisito parcial para obtenção do Grau de Doutor em
Antropologia.

NITERÓI
2016
2

Banca Examinadora
__________________________________
Prof. Orientador – Dra Ana Claudia Cruz da Silva
Universidade Federal Fluminense
__________________________________
Prof. Co-Orientador - Dra Maria Elvira Díaz-Benítez
Universidade Federal do Rio de Janeiro
__________________________________
Prof. Dra. Laura Lowenkron
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
__________________________________
Prof. Dra. Regina Facchini
Universidade Estadual de Campinas
__________________________________
Prof. Dr. Antônio Rafael Barbosa
Universidade Federal Fluminense
__________________________________
Prof. Dr. José Colaço Dias Neto
Universidade Federal Fluminense de Campos dos
Goytacazes
__________________________________
Prof. Dra. Fatima Lima (suplente externo)
Universidade Federal do Rio de Janeiro
__________________________________
Prof. Dr. Frederico Policarpo de Mendonça Filho
(suplente interno)
Universidade Federal Fluminense

3

Resumo
Neste trabalho, tenho a intenção de apresentar uma reflexão sobre determinadas práticas
sexuais realizadas entre homens na cidade do Rio de Janeiro em reuniões de orgia, a partir
de uma etnografia realizada em quatro desses eventos comercialmente organizados na
cidade. O que a experiência da sexualidade nessas festas parece colocar em jogo são outros
modos de subjetivação e corporalização, modos propriamente intensivos, onde ao mesmo
tempo em que uma determinada forma de masculinidade é elaborada há também um modo
singular de engajamento no mundo. Esta tese busca compreender essas interações a partir
da análise daquilo que estou chamando aqui dos três “princípios” desses eventos: a
“masculinidade”, a “discrição” e a “putaria". Também me detenho no debate sobre a
metodologia de pesquisas em contextos de interação sexual.

Abstract
In this work , I intend to present a reflection on certain sexual practices conducted among
men in the city of Rio de Janeiro in orgy meetings, from an ethnography in these four
commercially organized events in the city . What the experience of sexuality these parties
seem to put into play are other modes of subjectivity and corporalization , properly
intensive modes , where at the same time that a particular form of masculinity also is
developed there a singular way of engagement in the world.This thesis seeks to understand
these interactions by analyzing what I am calling here from the three "principles" of these
events: "masculinity", "discretion" and "putaria." I also dwell on the debate on methodology
of research in contexts of sexual interaction.

Palavras-chave:
Práticas sexuais, Masculinidade, Orgia, Rio de Janeiro

Keywords:
Sexual practices, Masculinity, Orgy, Rio de Janeiro

4

SUMÁRIO
Agradecimentos....................................................................................................................9

Primeiro mergulho................................................................................................................13
Introdução............................................................................................................................17
Do tema e de como cheguei a ele.............................................................................17
De alguns recortes.....................................................................................................26
Um(não) quadro teórico............................................................................................26
Subjetividade e políticas da singularidade.....................................................26
As questões e “os princípios”....................................................................................32
Algumas observações sobre o método.....................................................................36
Negociações..............................................................................................................40
Corpo e afetação.......................................................................................................43
Estrutura do texto.....................................................................................................49
PARTE I – OS PRINCÍPIOS
Instantâneos de uma “putaria entre machos”.....................................................................52
Capítulo I – O princípio da masculinidade..........................................................................56
Entre iguais, só entre machos...................................................................................57
Entre diferentes, uma masculinidade hierarquizada................................................64
Caráter espartano X gaysmo......................................................................................71
Genealogia de uma masculinidade............................................................................73
O desejo pelo macho..................................................................................................81

5

Penetrar e ser penetrado..................................................................................86
“Habitando a norma”, o exagero que (des)faz gênero......................................93
O show: exagero e grotesco..............................................................................96
O corpo do homem............................................................................................101
Fragmentos de interações sigilosas...............................................................................110
Capítulo II – O princípio da discrição............................................................................114
A química da orgia..............................................................................................115
Silêncio e escuridão.............................................................................................120
Erótica do anonimato..........................................................................................128
O devir-multidão da orgia...................................................................................142
“Lugares outros”..................................................................................................148
As festas...............................................................................................................157
Festa do Apê.............................................................................................157
Festa do Vale Tudo....................................................................................160
Clube Meetings.........................................................................................163
Black Hall...................................................................................................166
Um momento de efervescência.........................................................................................170
Capítulo III – O princípio da putaria.................................................................................173
Intensidade e experimentação...............................................................................174
O corpo na economia do prazer orgiástico............................................................176
A putaria..................................................................................................................179
Putaria X romance.......................................................................................183
Disposição....................................................................................................185
6

A repetição na orgia........................................................................................190
Novo mergulho................................................................................................194
O que pode o corpo?.......................................................................................196
Limites e fissuras.............................................................................................202
Prazer e risco...................................................................................................209
E não existe desigualdade?..............................................................................218
A fim de concluir..............................................................................................224
PARTE II – OUTRAS DOBRAS
A orgia e a festa...........................................................................................................230
A orgia e a pornografia.....................................................................................230
A orgia na Antropologia....................................................................................235
A orgia como ritual: entre o sagrado e o profano.............................................243
A orgia como prática hedonista.........................................................................248
“Libertinos libertários”......................................................................................253
Sexo e transgressão...........................................................................................260
A festa................................................................................................................263
EPÍLOGO: Quando a pesquisa é o problema................................................................271
1. O sexo e a natureza......................................................................................274
2. O sexo e o bizarro.........................................................................................277
3. O pesquisador com “segundas intenções”...................................................281
4. (O riso)..........................................................................................................286
5. Escrita “erótica-científica” e seus perigos....................................................287
6. Fechando.......................................................................................................292
7

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................................294
ANEXOS
Anexo I – Cartazes das festas: imagens de uma masculinidade desejada..............319
Anexo II – “Manifesto Espartano” por Ricardo Líper..............................................330
Anexo III – Imagens do show....................................................................................343

8

Agradecimentos

Ainda que a responsabilidade das coisas ditas neste trabalho sejam ao final toda
minha, o percurso de sua construção não se fez sozinho. E esse é o momento onde
devo/posso agradecer àqueles que, mesmo nos mais rápidos encontros, contribuíram de
alguma forma para que essa tese fosse feita.
Em primeiro lugar, quero agradecer a todos aqueles que durante os quatro anos de
doutorado ocuparam a posição de meus interlocutores, tanto os que já eram conhecidos ou
se tornaram mais próximos quanto aos inúmeros que permaneceram anônimos. Todos
aqueles que seja dentro ou fora dos espaços das festas compartilharam comigo alguma
informação, experiência, fantasia ou desejo que me ajudou a pensar sobre o tema da tese.
Que durante o trabalho de campo me deixaram passear, observar e me permitiram
atravessar seus desejos e corpos nem sempre sabendo que aquilo poderia contribuir para
uma pesquisa. Obrigado pelos bons e mesmo pelos maus encontros. Agradeço
especialmente a Chicão, Igor, Renato, Jack e Felipe por permitirem que seus eventos fossem
espaços possíveis de etnografia, além da paciência e interesse com que receberam as
minhas constantes perguntas.
Três professores foram essenciais para que esse trabalho fosse realizado. Não digo
que foram figuras inspiradoras, porque nenhum dos três possui vocação para totem, mas
foram “estimuladores” das ideias que levaram a minha formação e a essa tese. Agradeço à
Ana Claudia Cruz da Silva, minha orientadora, que mesmo não tendo uma intimidade com
os debates específicos do tema, aceitou o desafio de me ajudar a pensá-lo e de orientar um
objeto de pesquisa complexo em vários sentidos (e todas as configurações que a pesquisa
tinha anteriormente até chegar a esse recorte final). Obrigado pela confiança, pela
cumplicidade, pela leitura e comentários dedicados, pela disposição nos meandros
burocráticos, pelas palavras de incentivo e os puxões de orelha necessários.
A Maria Elvira Díaz-Benítez, minha co-orientadora, cujo acompanhamento nesse
percurso foi essencial. Foi a partir de seus cursos, seus trabalhos e suas falas que tive
contato com uma bibliografia e discussões que, até então, desconhecia. E foi com o convívio
tanto nas salas de aula quanto nas divertidas saídas e reuniões que muitos dos insights

9


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