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EXÓRDIO
“Conheci” Karl Marx (1818-1883), efetivamente, quando tomei contato com a
disciplina chamada “Teoria Sociológica em Marx” na UEMA (Universidade Estadual do
Maranhão). Aliás, para estudar, ainda que de forma introdutória, um teórico com a sua
envergadura seria necessário, no mínimo, umas 3 disciplinas, a meu ver. Enfim, é só uma
suposição minha com vistas a facilitar melhor compreensão sobre o tema. Antes disso, o
alemão, para mim, não passava de um nome, pelo qual, claro já tinha ouvido muito
falar.
Quando me aproximei de alguns círculos acadêmicos, intelectuais e políticos
sobretudo, os de esquerda, percebi que seu nome e suas ideias foram se tornando bem
mais frequentes e incisivas. Elas se davam de maneira repetitiva, contundente e até
coercitiva em certos pontos, porque não dizer; e eu, absorvendo alguns de seus
pensamentos quase que de maneira osmótica.
Isso porque, ao que parece, sua figura talvez tenha se tornado onipresente,
onisciente e onipotente em praticamente todos os ramos acadêmicos sendo festejado, de
igual modo, em todos os campos do conhecimento. Estava Marx se tornando um Fato
Social? Sua presença é tão marcante que não seria exagero dividir a história em antes de
Marx (a.M.) e depois de Marx (d.M.), com o perdão do trocadilho!
Antes de realizar este trabalho, havia me desventurado num ingênuo ensaio
intitulado “Influência de Marx no Partido Comunista do Brasil (PCdoB)”, partido ao
qual já fui filiado. Enfim, assim que entramos no curso, como qualquer calouro,
tomamos logo conhecimento da “Santíssima Trindade” das Ciências Sociais, formado
notadamente por Karl Marx, Max Weber e Émile Durkheim, consolidando assim, o tal
triunvirato sociológico teórico básico a ser estudado, ao qual havia mencionado no início
da oração.
Não que esses sejam mais importantes que outros teóricos, até porque existe uma
plêiade de outros autores e autoras a serem igualmente considerados fundamentais dessa
mesma Ciência Humana, tais como Pierre Bourdieu, Antony Giddens, Florestan
Fernandes, sendo impossível ignorá-los ou encontrar alguém que se oponha pelo menos
integralmente aos seus pensamentos.
Voltando especialmente ao tema Marx, dada a importância de sua esclarecedora
teoria, milhões de especulações já foram levantadas a respeito de sua vida e obra, com
vistas a consolidar ou destruir seu edifício teórico erigido. Se sua doutrina será perene ou
não, somente os últimos habitantes da terra poderão dizer. O Mouro, como também era
conhecido, teve como opus maximum O Capital, um valioso e longo tratado que esmiúça
de maneira quase que imbatível de como o Capitalismo é um sistema desigual e injusto.
Aos olhos da sociedade, podemos dizer que ele não obteve “sucesso” profissional,
nem muito menos familiar e por isso acabou vivendo à margem dela, como se ele fizesse
questão disso. Vejam só, Marx foi um sujeito excluído de todas as rodas da sociedade de
sua época, hoje é um dos homens mais respeitados de todos os tempos. Até quem resistia
estudá-lo, como eu, por achar que suas ideias se tratavam somente de mais uma febre
passageira, para meu espanto não era, Marx veio mesmo para ficar!
Apesar de concordar em quase tudo com ele, sobretudo concernente a natureza do
capitalismo que é mesma má; em alguns pontos, tenho de discordar do alemão, quanto
no que concerne, primeiramente, na tal implantação da “ditadura”, ainda que do