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Paul Singer Curso de Introdução a Economia Politica .pdf



Original filename: Paul Singer - Curso de Introdução a Economia Politica.pdf

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CURSO
DEINTRODUÇN

BAN D l l x) :,
E .1.11,'l't

"',

O objelivo prlncipiìl(ll) | | ,
sociâ1,discíimlnâras divcr1,,ir.
I , ,,
por tal fenôÍnenoe explr(:iìrrLr. ,r,
mêsmo no mundo conlcrÌìl)oÌ,1Ì, I
clâraedirêla.o iv'oq,i
. ,.
cullo que não demanda Lrrnr r,rr,,
mente especializadopoÍ partI rtr , I
seguramenlelistas dê I di",r.,proÍessoresuniversiìáriosda5 rìì,r'
cursos de Ciências Socìais, Hirì1,,r
.
nomia, Apesar disso, não dev(, :,.
leilurâ Íestrita a universì1ár
os
I
mais amplo e diversiÍÌcado,rnctusrv,
^lrrrr,I ,
material iconográfico.

P R OX IM O
LAN C AMtIt t l
O DESENVOLVII\4ENÍO
DESIGUAL
ÍII
FormaçõesSociais do CapitâljsmopeíÍ(j ,,

Neste livro o autoÍ apresentauma anirt , ,r.l
mia do desenvolvjmeniosegundo a quât u||ì
e ultrapassadotomândo-secomo ponto dc lr,rrr, .,
cenÌÍoJmas sim a sua periferia,Dots exemJ)t():i
..,, , ,
sentados:o aparecimentodo capilalìsmoa l),LrI|r r,,
rerrâdos sislemasdas grardes ctv izdçoesn
e a cnse que alrâvessaatualmente.
O primeiro capÍtulo trata da gênese do (:,Lt) ,r .
e os quatro seguintesdo apareciÍnentodo so.i,rÌ .,r,, ,
segundo capítulo âpresentaas leis do cap trlt:ìÌÌr,,
l,
lético.
Tomandocomo base estâ análisedupla o lllrtr)Ì rr ,.
tía no capitulo quatro os mecanismosda dírp.l|(1,,Ìr,
.,
esctarecenoo,ao mesmo iempo, o pTocessodo ,(t, ,,.,1
volvjmentodo subdesenvolvimento,',
antes de atpÌ4rìr,lÌ
no quinto capitulo,o balançodas Íormaçõessocirìi:ìí.rt)
lalisias periféricas.

D/l

/ ECONryI/II\
rìl-\t r-rrr- n
KrLl ll\-.f1

l\\7 ER
SIPL^

| ,r-1

Paul Singer

CURSODE INTRODUÇÃO
A
ECONOMIAPOLJTICA
3. EDICÃO

FORENSRE-UdNTIWRSITT{RIA

INDICE

EXPLICAçÕESE AGRADECIMENTOS

lúm.ia

Aúa

T€orias do Valor
-,
Áula
/zsegunda
Repartiçãoda Renda ..............
......,.,.,.....
Terceira Aula
O Excedente
Econômico...................,,.,....,
Quarta Aula
ÀcumuÌação
de Capital . ... .. ... ...... .. ... . ... .. ...
Aula
Quinta
(
A Concentração
do Capital... ..... .. ... ..... . ..... ..
Sexta Aula
Moeda .. , ... .. ... ...
........
Sétima ÁuÌa
Crédito . ...... .. ....
..... ...
Oitava Aula
O Nívêlde EmpÍego
...,.,..,,
Nonâ, Aula
O Capital o o Capitalismoem PerspectivaHistôrica ,.. .
Décima Aula
ComérciolDternacional...... ... .. ... ..... ,... ,., ..
Décìma PriÌneirs Aula
aloDesenvolvimedto
Econômico...,.... ......
-A.Ìrálisê
Déciina SeguddaAula
EconomiaPlanificada
,. ... ....

1l
26
42 /
57 '
74,
89t03 /
ll1z
132 /
146/
158
172

DGLICAçÕES

E AGRADECIMENTOS

Ás aulas deste cu$o foram originaÌnento proferidas em 1968,
no Teatro de Arem, eír SãoPaulo, a convite do eútidadesestudantis da Fâculdadede Filosofia, Ciênciar€ Letras da üniveÍsidade de
São Paulo. Ás aülâsemrn dâdasaos sábadosde manhã,a um auditório compactoque circuDdavao palco, numa atmosfeÌa dô entusiásticavodtâded€ aprgadet que €xplodiâ em vivos debatesao fitn
dg cadaexposição.As gravaçõesdas aulaseram rapid3mentetranscritas das fitas, corÍigidase mimeogmfadas,a tempo de as primeiras
ainda poderemser vendidasaos frcqü€liadores enquanto o cuÍso
êstavâem andamento.
EnceÍado o cursq formulei um vago pÍojeto de um dia Ìeescrev€r :rs aulâse tmnsformá-lastrum manual introdutório à ecotlomìa política. Outros trabalhos,do entanto,iarn ímpondoo adiamento sücessivodesteproioto, até qu€ descobÌi,para minha surpresa,
que as modo€tasaulas do Arela estavamseDdoativamêntereproduzidaspo! estuda[tesde vários centrosde ensinosuperior de difêrentes cidadesdo país. Havia bvidcútemeDteuÍÍâ IacunÊque estê
material, âpesarde suas insuficiêtrcias,estava preenchendo.Penso
que esta lacuna decoffe da Íecusa, câda vez mais fr€qüente, Dor
garte dos cstudaDt€s,de aceitar o dogmatismocoÍti que são dxpostasas idéias das duas grandesescolasde pênsamentoque compõem a economiapolítica. Não fatam mêtruaisde introdÌrção à
êconomia,nem margbalistas-kelmesianos,
nêm marxistas.O que falta, ao que parece,é uma exposiçãocomlmntiva e cdtica das duas
cofientese foi plecisamênteesteo cooteúdodo Curso do Arena, do
que decoffe, parecs.me,sua contínuaÌeproduçãoe utilização.
Finêlmento, chegou o momênto de enfÌentar a tarefa de dar
ao curso caráter mais acabado,permitirdo sua püblicaçãosob a
forma de li\.ro. Das 12 aulasdadasorigiúaÌmedte,havia a gtavação
corrigida de apenasnove.TÍês gÌavaç5ess€perderam,em circuDstânciâsque üft dia, em outms co[dições,BerápossívelesclaÌecer.Destas

só me Íestarâm os esquemasde ítens, a partìr dos qLìah cu desenvolvia a exposição.Passadosmeja dúzia dc anos. naturâlmcntenão
me lembÌavamais com precisãode como dcscnvolviâs idÚ;asapcnas
indicadasnestesesquemas.Resolvi manter o lcxto das nove aulas
gravadas,apenasmelhora[do o estilo, quando iÍnprcscindível,c preenchendocertaslacunasda exposição,que provavclmcnlcforam objeto de indagaçõese escÌarecimento
aús o término da âprcsentação
o ginal, mas que não foram gravados.Deixei qüc o tom vivo da
no texto e tratei de não "atualizâr" o
exposiçãooral permanecesse
tmtamento dos pÍoblemas,embom seja pÍováveÌ que minha abordagem dos mesmosseria, hoje, em muitos pontos, ditcrente. Optei
por esta soÌúçãoporque s€náo teria que escreverum novo livro,
tarcfa pam a qual não dhponho de meios,por ora. QueÍo frisaÍ, no
entanto, que tudo que consta nesteterto Êvisto eu consideroessencialmenle corrcto.
Deseflvolvias três aulas faltantes do âcordo com os esquemas
de que dispuÍrha,mas é óbvio que o tom do texto é outro e o tratamenlo da problemáticaé datado de 1974 e não de 1968,pois era
impossíveldesconhecero que peDseie li nestesúltimos seisanos. O
Íesultado é um cuÍso algo desiguale não totalmcnte concatenado,
pois estesdefoitos- se é que o são o que não me desesp€ra,
refletem as vicissitudesda vida intelectual e poÌítica no Brâsil, no
atuâl período.
Devo agradecimentos
aos que me estimuÌarama me empenhar
nessatârefa, desdeos que organizaBm o Curso do Arena, os qüe
assistimma eÌe e mediantesüasindagaçõese objeçõesme levarama
melhor pÌecisar o pensamento até os que tÉrscreveÍam as gÉvaas r€prodÌraram, lÍansfoÍmando-as
ções e os que persisterÌtement€
em elementovivo de nossacultura. Quero também agradecer,pela
eficiênciae dedicaçãocom que s€ €mPeDìaramm reproduçãodatiÌográfica destosoriginâis, a.MaÌia do Carmo Bayma de Carvalhoe
Raq,rel Lourdes de Paulo.
São Paulo, I de ìaneiro de 1975
Paul Singer

t0

PRIMEIRÀ ÃULÃ

TEORIAS DO VALOR
Exiíe um conÍlitobásicoque dividea econom:aem duasesco_
las ooosta*.EstáãiììõÌiã-econ;mia em corrrnLes que se riFìi-mãìnãrgême que, inclusive.não tèm Lrmalinguagemcomum. distjngue os partidáÍios da Economia Marginalisra dos da Economja
pelos representan_
Marxista. TaÌ divisãoé muitas vezesescamoteâda
tes dos grupos opostos.Em obrâi de economiâpolítica marxistâ en_
contra-se,geÍalmentg.apenasuma exposiçãodo assuntodo seu ân_
gulo, sem nenhumamençãoà existênciade outra análisecompÌeta_
mente diferente e oposta,E a mesma coisa ocorrc co;Ìì a ÌiteratuÌa
mârginalista,incÌusive com o ensino nas üniveÍsidadesdo mundo
ocidenlal,em que o marxismoacabasendoou completamenteesquecido ou então é abeÌto um pa!ênteseao longo da exposição,e se
diz: exi'te uma escolaarcaicaque ainda se prendeâ conhecjmen'
tos superados,por motivos ideoÌógicos:o maúismo; fecha-seo parênlesee se contjnua.O que se vâi tentar fazeÍ nesteculso é mostral
como as duas orientações estão ligadas às divergênciase às lutas
no plâng.
do nossoIempo.Não e um deb"le que se dá meram_ente
do' falos. Btá profundamente
da interprelaçáo
õLr da consLalação
ligado à inleÌpieiação da vida social, da evolução da sociedadee
dod .umos desta evoÌução.
DentÍo dos cânonesda ciência positivista,é müito difícil entender um debate cientifico motivado desta maneira. ry9_!49jl"r
debare"obietivo".tle depende,em última análise,de uma lomaTalvez a exiíència desÌadicoaì de po.:çrio
ãnïerior, pr;-cienlilica.
lomja na ciência econômica,seja um dos argumentosmais irnportantes contra essescânones.d9 -o-bj9t&i4?!!e,cjç!]4!i!9. Não vou enlrar nisto longamente;só gostaia do alertálos para esta implicação
dos debatesque vão entremeartodâs as exposiçõesque serão feitas.
Comcçaremoscom o que me parece básico €m economia, oü
seja, com o p'ohrema da*gbL.5__9!9!9rnja é üma ciência socjal
oue d ifere das demah ciènciaì
"oaiai;õ':;;õiiì;;;;õ6'l'&ìã
queo* demaisnão
rèfr. Pôr-èieftptóieãïõìòtQiã,
de quanri;icaçao

1t

quando fâlamos d€ Íelações sociais, cías po(lcnì scf dislinsu'das'
aÍaljsadas, classificadas;podemos fâÌar enì rrìlrìçocssìnìclncas c assrmé tÍi cas . iguais e de s i Su a i s â, n ta 8 ô n i c a se d c c o opcrtÌção H á di fe-

rcntes formas d€ classificar as relações sociais o, uma vez classjficadas,podemospassarà sua análise,ao cntcndimcnlode sua
dinâmica,e assimpoÍ diânte.Mas não podemosquanlificálàs.não
podemosdizer,por exemplo,que uma íelaçãoó 3, 6 vczcsmaisin_
i"nsa que outtu. Em psìcologia,faÌa_seem peÍcepç:ìo,tnì emoções,
etc., mas tambérnquasesemprcde um ângulo qualitarivo.
Náo pretendo mè alongar na análise dc outras ciônciassociais,
dasquais não conheçomìrito, mas estouconv;clodc qu€ a cconomla'
nesteponlo em particrlar, é diferente.Porque ç1qó câpazde qu-antificâr, senão a âtividâde econômica pelo menos seus fÍulos, ou
seìã. ii orodito SociaÌ.A maior paíle das lci. econòmicâqpoJe seÌ
exÌieisi frriie'naricámenle e veriÍicadaempiricdmen!c A lei Jâ oteÍ'
títda Drôcüra.a lei do valõr da moedaeta, quasesempr€'ou tal_
de mediçáo,e podem,portânto, ser avaliadas
voz sem;re,sãopâssíveis
não somenteem termos do que âconteceou não acontece'mas em
dc quanlificãçãodtcoÍre
que medida acontece.tssa poss;b!lidgde
valoÍ
ha
um conccitõbávco na

seja,
da teoÍiâdo
orecisamente
de umâ unique
p.tmite
utilizaçào
qr.
a
e
Jao
i:cono.iu,
"uìoi.
lodos o' Íenómenos
dade de mediçãoe\sencialpara,pralicamenle.
do mundo económico.É poÍ is$, ev'dentemenleque o conreúdo
tlestamedida- o valor ec;nômico - é essencial,é â pedra fundaÀeníal de todo o edifício científico.
ErìsLem,na ciénciaeconômicâmoderna.d-üasmaneiÍdscomp!44r[e!l!e dif€rentesdc se definiÍ yqlor: uma delas ÍeiiÍa o vaÌor
ãe uma relacão ilo homem com a na,ut.-, o,l do homem com as
ioisas. E)a parte da idéiâ de que o homem seúte uma série de
que
e é na procura da sathfaçáo dessasnecessidades
.riecessidades
que
cria
na
o
ele
Po
anto,
ele se engaja na atividade econômica.
grau
de
satjsfação
ou-a
rolor,
é
o
seja,
o
ecoÍômica,
or
atividade
utilidade derivadadessaatividade.De acotdo com esta abordagem,a
entÍe o homem e o melo
atividadeeconômicase dá €ssencialmente
fhico e o homen atribui valor aos objetos ou aos servlços,na meA-abordagemopdstt
dìda em que estessatisfazemsuasnecessidade3
as co$as. mas do
homem
com
relações
d,o
rerira o valor não das
relaçòes'sociais'
O valot,
isto
é,
das
homens.
com
outros
homem
neste caso, é o fÍuto das leÌações que se ctiarn entre os hoÌlelts rta
âtivida(b econômica. E elo se mede pelo tempo do trabalho PÍo'dÌ!!i:
vo qu€ os homens gasiáiiì-iià átiìiiitâde eaônômica- A primeila é a
teorìa do valor-utìIidaàe e a seguldâ, a teoÌia ilo valor'trabalho .
t2

Í

A rcotìa do voÌor-ulilìdadeparte da reÌaçãoenlre uma nece'sdadehumdnae o seruìçoou obìeloq!!-al3Jj!bçì. Eu lenho fome.
.^-.'----,
o alimenroqJe pode:ati\'a7era fome e objelo de uma àtirìdade
econômicaque valorjzo na medida em que ele satisfazesta necessidade. PaÍa mim, e-ste!ei.9!!iq.aq9é subjetiva.Ela dependede quanta fomô eu sjnta, de minha preferênciapor €ste ou aqu€leaÌjmento.
humana pode seÍ sâtisleitapor mais
Em princípjo, cada necessidade
dÕ üm objeto. Estou, portanto, em condjçõesde escolher e posso
subiettd. A
\alorizaros obietosde acotdocom rninhaDref€rènc;a

reíiu do ,anrãiiiaàJei"", i" i'Ã'..;^pi,,"iiãrò

n;o

'io-i"i;'a. de
se trala da "verdadeìra" necessidadeàõ lnii-ivíduã-êfr-teriros
um critério objetjvo.Em relaçãoao exemploutilizado- a fome os nulrólogospodem dizer quâl é a quantidadede caÌorias,de proteinâs,de goÍduÍas e vitamjnasde que precisamospara nos alimenlarmos adequadamentÕ,quais âs quantidadesmínimas necessárias
para a manutençãoda saúdedas pessoas.Tomarei isso como necesl
sidadeobjetjva, que pode s€r perfeitamerte medjda. Ela náo irteÍessa, no entanto, à teoria do valor"ltilidade; o que Ìrteressaé a
como elas
manejra como as pessoasexperime Íam essanecessidade,
a senlem e isio evidentemertevarja de indivíduo para indivíduo.
O valor, neste sentido, é urna manifestaçãode comportamento
€ss€ncialmente
subjetjvo.É claÍo que, pelo falo de ser subjetivo.eÌe
não estáisentode anáijse.O comportamentosubjelivopode ser estudado, pode-severifjcar em que medida ele é condicionadopor vários
fatores que, por sua vez, não são subjetivos.O caÌáteÍ subjetivodo
comportamenioindividual não foi mais que um reconhecimento,por
parle dos marginaÌistâs,de qüe,na reâlidade,há bastantevariedade
nas preferênciasdos individüos na escoÌhaentre dif€r€ntesformas
de satisfazersuas necessidades.
Mas, curiosamente,o marginalismoì
nunca foi câpaz de desvendaras leis que governam esta subjetjvi-i
dade. E não o conseguiu,apesarde teÍ feito do consumidoro cen-t
tÌo do seu sistema,porque precisoujustificar a "soberaíia do coni
sumjdor", supondo-o,no fündo, sempreÍacionaÌ e capazde Ìeconhei
ceÍ suâs necessidades
e os modos de melhor satisfazêìas.Quandd
as grândesempr€sasdescobriramque poderiam,através da publicidads. manipLìlara vontadedo consumidor,impingiÌÌdolhe uma "imâgem dâ marca" e corÌdicionarÌdo-o
a se tornar "fìel" a elas, se pas"ausâÍâm a fazê-lo,tÍansformandoo comportamentosupostâmenle
tônomo" do consumidornuma série de reflexos sabiamentecondi
cìonados,PoÍém o marginaÌismonão tomou conhecim€ntodo quc
âconteciade fato no mercado e continuou DostulâÌrdooue as emI3

IoÍmu'
Dresâssc ílesdobmvâmpaÍa atender aos desejoslivremente
passaÍam
â
adotar
caPitalhtas
Os
individual.
consumidor
iarlos do
parábolas
uma atilude âÌgo inconseqüente:nas grandesocasiõesas
rnareinalhtasaõercarle "súa úajestade, o consumidor"contiruavam
sendãproclamadas,o que Dão impedia que no dia-3-diacampanhas
vr'an_
Dublicitáriascuidâdosamente
PÌanejadasÍossemdesenvolvìdas'
medida
em
e
consumir
comPÍar
"..i
a
mercado-"
do
ão i"i". o
muiro maior e em dìreçãomuito difeÍente da que esponlaDeâmente
faria. (Ísso foi demonsttadopor J. K. Calbtaith en o Novo bstaao
I ntLttrìalt .
i-*.-:+
da idéia de que
PoÍ outro lado, at't"onoao ,ator',,ãìiìõ\'aíe
eÌa Úão jnseja
Ou
coletinã
a atividaaÌe
econômicats-essënciãÍmeì-te
atividade indivii"."iru no .rtoao da ciência econômica;-iqÍãnto
co;sas PaÍa sl
fazem
oütÍa,
vez
que
os
indiYíduos,
É
claro
PoÌ
alual.
qì'ebra'
o dono da
DÍóorios. isolâ;amente.Quando a enceradeiÍa
poderia
ser feita
atividade
lasâ, tendo habilidade.c;oseÍta-â. Esta
é
econôatividade
é
chamado,sua
Dor um eletdcista;se o eletlichta
poíanlo
mercadoia'
uma
constitui
remunerado,
mica. é um sewiço
! otiito ao estuaãda economia.se é o próprìo dono dâ enc€râdeiÍa
oue ïaz o lÉbalho, este Dão é. do ponto de vista da teoria do valorqúe
;abalho, uma atividade econômica. É uma alividade partícular
inque
alividade
é
uma
toma
banho,
o indivíáuo faz. assim como
dividual do adulto.
õ;, na medida em que a ativìdadeeconômicaé uma atividade
,ll
lll
ersen"iutm.nteúcial, ela decorte da divìsão social do tra"nt.tiuu.r" quaì as pessoâsdesempenbamÍuoções dileÍeacìadase
lllUlrr",
"' co^olemeotares.ou seja,Dão é todo mundo que Íaz a mesmacoisâ'
Sem usar exemploslonge da nossa realidade.basla oÌbar para a
economiaurbaaà brasileirapara verificarmosque cada indivíduoque
oaÍticiDa da atividade econômica desempeDhauma função muito
àspeciálizuaa.Ud é professor' outro motorisla de ônibus' oulro é
r!Ai"r. out.o ator di tealro. E estasatíidades só adquirem seDtido
a^ que as outÍas eÍistem. O atoÍ de teatro só pode deou
-funçao na medida em que existo o eletricista' o
-"diau sua
simoeúar
-os
cenários,o bilheteiro que cobÍa as eÍltradas'
r"r'""nai.o qu" faz
o agÍicuhor que úo produz a alimen'
que
existe
em
medi<la
E na
lÍoc;, em úttima análise,p€Ìosseusserviçosanísticor'
;"ã";;r;
pte_
"
ü Oia. o uâtor, de acordo com a teoria do valor{mbâlho' decone
uma
sociermaginemos
lrabalho
ìì.ii"i"*t"
do
social
dosta divisão
(na realidadêâ An'ã"J"
rtãun" sem divisão social do trabalho
para
argumenlar po_
tropologia não Dos Íevelou nenhum.a mas
Robinsot
como
CÍusoé
nela), €m qüe cada indivíduo
aè-:;;;".
I4

sozinhoem sua iÌha, lenta sobreviversem auxíÌio de niÍIguém, de_
sempenhandotodas as funçõesprodutivase sê satisfazendocompÌetameÍrteem contato com a natureza, Em tal sociedadenáo haveÍia
arìvidâdeeconômicae a alividâde produtiva não geraria valor' f\
valo. ë o valor do pÍodÌrto sociat.da aLividadecoletiva coDjuDtag:-l[íl todos os membÍos ativos da sociedade.
Na medida em que o valor é o valoÌ do produto so€ial,eÌe re_
pode ser medido pelo tempo de
sulta de uma atjvidaãe iõiãliãì
rrabalho sociai iDvestido ne^stepr.qdJ&. Éte tìirlro dé irãbã16õ-ë[uã;
Ìizã todos os Aileientescompònentesdo produto .ocial. Enlào posso
dizer qüe uma sessãode teatro é igral a tantas viage$ de ônibus,
que é por sua vez igral a oütros lantos parcs de óculos,maços dc
cigarros e assim por diante, porque todos essesprodutos resultam
de uma mesmaatividadesocial: o trabalho socializado,realizadomediante a divisãosocial do trabalho. E nessosentidoo valor é objetivo, porque pode seÍ medido objttivamelte
Portanto, em resumo e quanto a essaparte, a teoria do valorutilidade é uma teoria subjetiva,na medida em quo ieflete um conportâmento subj€tivo, que é objetivado enquanto obÌ€to de estudo.
Á rêoda do valor-tmbalho pârte da idéìa de que o valor é algo social e objetivo. Do po!ìto de üsta da teoria do valor-utilidade,o
valor do mesmoob.ietomuda se a opinião das pssoas a respeitodele
müdar. seu valor pode âumontar ou diminuir: bâsta que as pessoas
mudem de opinião a seu respeito,hto é, a respeitode sua capacidade
de satisfazer üÍra necessidade humana, Por exemplq um vestido
que passouda moda perde o valor porque deixou de satisfazeruma
lecossidade.Ele. fisicamente.é o mesmo.O tmbalho social nele incorporadoé o.mesmo.Ele !ão mudou. Na loj4 custavaCrg 100,00
enquan[oestavana moda. No enlanto, a moda mudou. O que müdou foi o gosto do consumidor,sua íecèssidadesubjetivado v€stjdo.
Então estevestidopeÍde valor, seu preço cai a Crg 20,00,Crg 10,00,
ou é dado de brindo a quem compÉr um vestido novo, sem que,
no enlanto, Íísica e socialmentetenha havido alguma mudança em
relâção a este ob.ieto.

Um ouÍro-potrtq
respeitoaot!Íoduto I
utilidade
dos

que as duas teoÍìas difercm é úo qüe diz
[ Ësto é concabidopela teoria do valor:
_de todos os obietos e servi

o som&-

âvaliaçâo que d€Ìes fazem os. agentcs econômicos' tro ,nomeúto etD
que os transacionam no mercado. É um somatóÍio de cotaçõas, apli

15

muJ'nr
quantidade'
de bens.e que \ariam segundo
cada,a difercnles
do
valorFaÍa
eÍpectalivas
4teona
e
as
ôr eoitos. as Dreferèncias
iÀË"inã" *]o. do produto sociâlÍesulrade um determinadotsInPo

-dg-rrcb-atL"-!esq+{.*"e,c=e:ì*.1?:
j;,ïi#f j,ï'#ffi
#
que
eslas
E claro
Ììdadede mercadorras.

:

pois.senào.não Ieriam \aìor' Dado o raiii nea.sidaAe,humanas,
sua
composiçãoeÌária e de sexo e o podeÍ
população,
manho da
do
â salirfaçãode cada nece'sidade
a'ut
"a.i*.laqses.
quantìdade
de
J"i".i"
-"i.i,i"o a"t consumidoÍestequer umu ilercrminado
limìte
não
além
deíe
prodüzida
Àelcaaor;as.QualqueÍ mercâdoriâ
i necessaria,à ttubulho gu.to em sua produção náo é socialnìenle
necessáÍioe, portanto, não tem valoí
a quanlidadedeÍì'"nJ'Jd de
Porém,objelam os marginalidas.
dl
pÍeço:se e're lor nÌd;or'a
do
seu
depende
mãrcadorìa
lfl aeterminaaa
llouanridadeque DodeseÍ vendidarera menor € vice_'er(aLogo a
ãuantidadedemándada,isto é, "necessária"dePendedo preio o'r
indepenJentercnle
\eja, do valor.o qual nâo pode.er determinado
leorìa
do vaÌoÍ rapaÍlidarios
da
os
A eía objeçáo.
da quanLidade.
sem
ao
mercado
chegam
que
não
as
mercadotias
balho respondem
e
da
da
olerÌa
flutuaçôes
das
ali
ao
sabor
o
recebendo
Dreco.só
provémde empÍe'a'câpiLâli=
proirra. Nu verddde.as mercadorias
tâs, que aÌmejam se manter e se expandir e que, portanlo, Jamals
poderiamvender seusprodutos por um preço que náo.cobrisseade_
ãuailamentescus cuslos e thes prcporcionasseuma adequadâmar_
enlre
pela competiçào
eem de lucro. Ora, e"te preço.determinado
LÍansformadame0le)
íembota
corresponde
capilalhtas,
ãt atpa"tu.
ao tempo ale trabalho socialmentenecessáriogasto na pÍodução de
carla mìrcadoria, e a soma dos Preçosvezesas quânlidadesde cada
mercadoda produzida corresponde(diretamolte) ao lempo de tm_
bâlho socialmetrtenecessáriodìspendidoÍro ploduto sociaÌcomo um
pÍeteÍldg-se
ou seja.o
A teoria do valor-utilidad€
.a-históIicê,
loenrF
c esrenclalmenle
humanona áreaeconÕmlca
comporlamento
co sempre, embotà possarnudar na sua manifgstaçáoconcreta A
diferença entro a atiüdatl€ econômicaem relação ao vaÌor, de um
indivíduo em São Paulo agora, e de um indivíduo em São Paulo
a mesma'
não existe,ela é essencialmente
no temDodos bandeirantes,
emborasua manifestaçãoconcÍetaseja úuito diferente.Mas a mani
festaçãoconcretada relaçãodo indivíduocom a sua atividadeeconômica'hoje e anteo[t€m é também diferente. Não há diferençaentre
hoje e anteonlem,e entre hoje e lrezenfosanos atrás Âs diferelças
são colocadasnum mesmo pÌano; sc um bandeirânteresolve se em16

pell)âr numa bandeira.penetÍarno interiordo Bía\il, caçar ind:osd
para\enJéìoscomoescratos.
eleestábasicâmente
agindoda mesma[4,r^Y
maneira que un indivíduo que sai de manhã, comp:.ao Düirio Po- / Lç
Fiar, e proctttl um anúncío de empr.cgo. Fu4dam4ltlalmclte, é a
mesmacojsa,ambosestãoprocumndocoÌocato seuesforço,que pode 2,,
ser precisamente
rÍabalhaÍnum e,critórioou ir, paÍa o mato buscarqíú/{
indios,em lroca de objetose serviçorque \atislaçamsuasnecesst"Y'
dades.
ioÍmas de organizaNáí'.há.le{Ìpo hisróriÍoaì, As diler€Dtes
de vida eóõãômica,
sàoeÍlglobâdas
no mesmoquadrode
ção.ocial,
análjse. Existe sempreo mercado,mesmo quando o jndivíduo está
sozinho.Acho que esie exemplo.basiantecitado porque é extrcmo
moslra bem esla concepçãoa-históricado valor: Tarzan está deitado
no s€u galho de árvore e descansa.
De repenle,sentefome, mas não
tanta a ponto de sair e procurar alimento,Ele prcfere descansar,em
lugar de se movimentar, num esforço para satisfazer a fome que
pequena,ainda. Porém, à medida que o lempo
ó uma necessidade
passa,a fome aumenlae num mom€ntoqualquerele se levanta e vai
cd(aí. Esse comporLâmeDlo
do TaÍzân é essencialm€ntJ
económico.
para a teoda do valoÍ-utilidade.
O mesmo tipo de análisese faz do desemprcgo:se há derem- ll,
que o indivíduopode/fl
píegadosé porqueo nivel d€ remuneração
a.lcatrçâroão é suficiente para fazélo sâiÌ do seu ócio. Esta éÍlí
a análise que se faz e qüe se fez e qüe foi absolutamenle predominante Da economia "ocidental", pelo menosaté Keynes,Foi Keynes
quem mostrou a existêncjado desempregoinvoluntário, qu€ mesmo
que o indivíduo quejrâ trabalhâr por muito pouco, ele pode nAo
encontrar otortunidadg Ín divjsão rociaÌ do trabellp. Mas cm t€oria,
nem isso se aceita. Em teoria o sujeío pode s€mproaÍÍanjar algìrm
"bico", pode ajudar a mulher do vizinho a lavar a louça e ganhar
um pÍato de comida.Dessaforma, s€mpreque o indivíduo está desempregadoé porque ele pÍefere o óc;o à pequenaremuneraçãoque
Ìhe pode ser oferecida.
De fato,Iqentanto. a teoria ilo valgr-utilidâdeúo é â-históÍica,

p9t9$-1"-i@-"ug3.

s1@aa!!S.q14la!ìecê$ã{$

pÍeeocneram
numânâs\Jo Dâsrcamente
estarer\,e essâssocleoa0es
ralrez t$5 da hlslofla humana ate hotê, Em contrasLecom a sociedademodema, de ús-revolução industrial, as sociedadesanteÍiores eram relativamelie pouco dinâmicasno seu tmo de transformação econômica.Entre o padráo de consumode um camponêsda
grande difeÍenIdade Médja e de seü avô, não havia essencialmente
ça, o mesÍnoo,corrcndoentre o padrão de consumode um dono de

17

fazendapaulistanos fins do séculopassadoe do seu !rai. À base das
sociedadesque nós estudamoshhtoricamente, as necessdadeshumanas,que podem ser sathfeìtasp€la e€onomia,vatiam lentamente
ou não variam. Ora, numa economiaassim, o bapel da prefeÍêllcia subl:eliva,o papel do consumidor,como elementodinâmico da
ecorÌomia,é nuÌo. Porque eÌe já é educado,iá é criado num ce(o
padrãode consumocom uma possibiÌidadcde escolhaextreúamenle
limitada. E o aparelhoprodlrtivo da sociedadejá está montado, já
está constÍuídoe estrutumdopata sâtisfâzeressaquantidadelimitada e esÌática de necessidâdes.
Logo não teria e não tem sentido
procurar expÌicara atividade ecoüômicae sua variâção,a partiÍ das
necessidades
humanas,potque elas sãoum elemeÍto qllaseconslanle,
A teoria do vaÌor-utiljdadeImssaa t€r uma aceitaçãorelativamente gmnde como ferÍamenta de explicaçãoeconômicana sociedade moderna, e apenas nesta. Porque na sociedademoderna o
dinâm smo, que é gerado no ato de produçáo,estimula constantemente o consumidora escolher,a ampliar a escalade suas necessidades,a mudáìas. E na medida em que rcspondgma essesestímuÌos. na medidaem que seu comportamenlo
muda. ele torna viá\el
uma-sérÌe
de rmnsformaçòes
econômicas.
Explicara eco0omiccapi-lr/
IalisLamoderDaa parLirdo comporLamento
do consumidor
e vidvel.lNão quercmosdizeÌ que é certo, mas €xiste uma certa correspon:
dência entre a teoria e os fatos, corrcspondênciasuficiente pam se
poder trabalhar nessesentido.E é por issoque consideramos
a teoria
do valor-ulilidade uma teoria histórica, porque ela €stá prcsa a uma
reaÌidadecontitrgenteno tempo,
A teoria do vaÌor-trabaúo é histórica por definição.Na medida
em qüe ela explica o vaÌot do produto socjal pela divisão social do
trabalho, ela só é válida Âa medida em que hô esta divisão sociat
do trabaÌho. E câda traDsformação nessadiviúo, que é a linha mestÍa da evolução econôúica, jnflui sobre o valor criado. Em última
análiso, poder-se-ia dizer que, ao longo da história econômic4 a dlvisão social do trabalho sempre se €xpandiu. No ponto de partida hislórico, que não sei exatametrúequal é, uma graDde parte da atividade dos indivíduos é não-ecoDômica. Os indivíduos trabalham pam
si próprios e boa parte de sua atividade não contribui Dara o DÍoduto social. À medida que vamos caminbaDdodas sociedadesprehislóricâsaté às modemâs, assistimosa uma âmpüaçãoda dilhão
socialdo tÉbalho. Ela vai eüglobandouma proporçãocadavez maior
da atividadehumaDa,até chegarmosao ponto (qüe não atiúglmos
aitrda, evidentemeíte, mas do qual estamos nos aproximândo), ,ern
quo praticamenteÍoda a atividade humana adquire catáter econôI8

mko poÍque se toma social. Ou seia, elâ não é realizada pdmordialmente, ilitetametrte, para satisfação de necessidadesdo PÌóprio
inalivíduo qüe produz, mas de oulros iÃdivíduos' obtendo, €m comDensacão.;m produto equivalente.em lempo de trabalho, da ativiàud. àos ourro. individuõs É essâampÌjaçãoda atividade€conómica, no coniunto da atividadehumana,que é reveladapela abordâgeÍÍ
dâ teoria do valotìÌabaÌho.
Gostaria ale terminâr esta exposiçãoaúalisâído várias iÌnpli_
cacõesdasdüâsteoÍiasdo valor, implicaçõesessasque seúo objeto de
expljcaçõesmais aproÍundadasnas próximas exposições'PoÍ eÍemolá. a ieoria do vaior'utilìdade,na medida em que começaa explicar o valor de cada obieto e de cada se iço, PaÍte essencialmente
alestesegmento da realidade Í]ne é o mercado ou seia, é na Íroco
oue o va-iotse mxnife\ta concretamente.Qual é o valor que atÍibuo
aos meus óculos?Todos nó' ìrsamosóculoc Para etrxergarmelhoÍ'
Mas islo nào quer dizer que atribuimos aos óculos o mesÍo valoÍ'
Não há unjformidade nesta Íelação subjetivâ. Pode 3€! que a pcs_
pÌafeÍem
soa, por moliv4osestéticos.odeieos óculos.Há pegsoas,.que
sentarem cima deles,Há outÍos que Dão podemüver-slm os ócüìos
Portanlo, há uma gama de talor'zaçõesclo mesmo obleto por olr€rentes individuos.Não cabe à Economia, nem ela tem condiçõe\
DaÍa isso.estudaressavariâçãognquânÍo atividadede consumo ou
ieìa. enquanroeu uso os óculo', mas aPenasna rÍedida em que os
.riou tràcando por ouÌro tipo d€ objeto de uso qualquer' Nesse
caso, o valor €mbora subjetivo,apareceno comPoÍtamenloobjetivo
ÍIa troca, E como a economiaDão é uma ciÈnciameradas oessoas
menie descritiva.mas teÌìde ou pelo menosdeve cheSôra Íesultados
opeÉcionaìs,o que interessaa ela Dão é o compoÌtamentona tlo'a
i;dividual,mascoletivâ.O quo interessaé o pr€ço qüe os óculos atingem no mercâdo.EÍe preço é uma média de diferentespÍeços que
ãil"."nt"r indiuídno. pagadam pelos óculos. Se estes folem duas
vezesmais câros do que o são, menos indivídüos os comptariâm,
mas algunsainda os comprariam; se os óculos custassema metade,
mais indivíauos os comPnriam. lsto é, há iDdivídlos dispostosa
Dasar qualquet preço pclos óculos e o Dümeto de individuos vaí
O que'jnierei.a é o preço efelìvâmente pago Portanto.
"a.ianaõ.
a teoria alo vãlor-utilidadeenconlÌa sua aplicaçãoprática imediata,
na explicaçãodos pteços efetivosno meÍcado.E na medida em que
isto é assim,o seü ponto de abordagemé do indivídüo que se en_
conira no úercado. A leoda reduz efçtivametrtetodo o compoltamento econômicoao comportamentodo mercado,O próPric ato de
pÌoílução é,asirtiÌado a uma atividade de troca: o indilídüo estd
'19


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